Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

50 anos da TV Gazeta

'O essencial é contar boas histórias', diz presidente da Globo no ES sobre futuro da TV

Paulo Marinho participou de bate-papo na Rede Gazeta e falou sobre novas tecnologias, inteligência artificial, mudanças no consumo e os caminhos da televisão

Publicado em 11 de Setembro de 2026 às 19:07

Nicoly Reis

Publicado em 

11 set 2026 às 19:07

Em meio às transformações na forma de produzir e consumir conteúdo, uma coisa deve permanecer como essência da televisão: saber contar boas histórias. A avaliação é do diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, que esteve em Vitória nesta sexta-feira (11) para participar das comemorações pelos 50 anos da TV Gazeta.


Durante um bate-papo com funcionários da Rede Gazeta, Marinho destacou os caminhos da televisão para os próximos anos, em um cenário marcado por mudanças nos hábitos do público, avanço das plataformas digitais e desenvolvimento de novas tecnologias, como a DTV+ e a inteligência artificial.


Para o executivo, acompanhar as transformações exige capacidade de adaptação, mas sem abandonar os princípios que sustentaram a televisão ao longo das últimas décadas. “Uma das primeiras coisas que eu falei foi: vamos focar no que não muda. E o que não muda é contar boas histórias. Essa é a missão diária, em conexão com o Brasil”, afirmou.


De acordo com Marinho, essa conexão passa por conhecer os hábitos, comportamentos e valores do público para produzir histórias de brasileiros para brasileiros — e também levar essas produções para outros países. Ao mesmo tempo, ele ressaltou o papel do jornalismo profissional diante de um ambiente de maior fragmentação do consumo de conteúdo e circulação de desinformação.

Num ambiente em que a gente vive com muito ruído, proliferação de desinformação e uma fragmentação cada vez maior, o papel do jornalismo é fundamental e será também cada vez mais fundamental.

Paulo Marinho diretor-presidente da Globo


Novas tecnologias devem transformar a TV

Entre as mudanças que já estão no radar da Globo está a DTV+, nova geração da televisão aberta brasileira que pretende aproximar ainda mais a transmissão do ambiente digital. A tecnologia permitirá, entre outras possibilidades, maior qualidade de imagem e som, interatividade e publicidade segmentada.


Na TV Gazeta, os primeiros testes começaram em 2025, durante a transmissão do Carnaval de Vitória. Segundo o diretor-geral da Rede Gazeta, Marcelo Moraes, desde então outras experiências foram realizadas, inclusive com comércio pela televisão, indicadores econômicos, previsão do tempo e informações relacionadas à safra.


A previsão no planejamento da empresa é que a TV Gazeta chegue a 2030 com a nova tecnologia embarcada e em funcionamento. Até lá, os testes devem continuar acompanhando o desenvolvimento da DTV+ e as possibilidades de novos negócios.

Inteligência artificial entra na rotina

A inteligência artificial também esteve entre os assuntos discutidos. Marinho afirmou que a Globo já estuda e incorpora ferramentas de IA em diferentes etapas da produção, mas ressaltou que a empresa estabeleceu como princípio utilizar a tecnologia para fomentar a criatividade e o trabalho humano.


No jornalismo, segundo ele, as possibilidades passam pelo apoio à apuração e pelo ganho de produtividade e rapidez na produção de conteúdo. “A capacidade de apuração e o uso da ferramenta [permitem] apurar mais notícias, com muito mais produtividade e rapidez”, reforçou.

Paulo Marinho , diretor-presidente da Globo, durante evento de comemoração dos 50 anos da TV Gazeta
Paulo Marinho durante evento de comemoração dos 50 anos da TV Gazeta Carlos Alberto Silva

No entretenimento, ferramentas do tipo já são utilizadas pela Globo em atividades como edição e tratamento de imagens, áudio e elaboração de storyboards. A empresa também realiza projetos experimentais para entender até onde a tecnologia pode ser incorporada à produção audiovisual.


Para Marinho, o avanço dessas ferramentas tende a ampliar também a concorrência no mercado de conteúdo, à medida que mais pessoas passam a ter acesso a recursos capazes de produzir materiais com maior qualidade.

Uma parceria que começou antes mesmo da TV Gazeta

As discussões sobre o futuro ocorreram justamente no momento em que a TV Gazeta e a Globo celebram cinco décadas de parceria. A relação entre as empresas, no entanto, começou a ser construída antes mesmo de a emissora capixaba entrar no ar.


Durante o bate-papo, o presidente da Rede Gazeta, Café Lindenberg, relembrou que seu pai, Carlos Fernando Lindenberg Filho, o Cariê, procurou Roberto Marinho para tentar garantir a afiliação à Globo antes mesmo de conquistar a concessão necessária para criar a TV Gazeta.


Segundo Café, ao ouvir a proposta, Roberto Marinho perguntou a Cariê qual seria o canal da futura emissora. A resposta foi que a concessão ainda não existia.

Ele falou: 'Meu filho, você consiga a concessão e depois venha conversar comigo.' Enfim, a história terminou do jeito que vocês sabem: estamos aqui hoje com 50 anos de parceria.

Café Lindenberg presidente da Rede Gazeta

A TV Gazeta começou a operar em 1976 já como afiliada da Globo. Para Café, a decisão tomada há cinco décadas permitiu construir uma relação que ultrapassa a distribuição da programação nacional e se sustenta também em valores compartilhados pelas duas empresas.


Marinho também destacou o papel das afiliadas na produção de conteúdo regional. Segundo ele, enquanto a Globo reúne histórias de diferentes partes do país, são as emissoras locais que mantêm contato direto com as particularidades de cada região.


“Ninguém vai conhecer melhor o Espírito Santo do que a TV Gazeta. [...] Quem conhece o sotaque local são vocês. Vocês sabem falar com a população aqui como ninguém”, afirmou.

Paulo Marinho , diretor-presidente da Globo, durante evento de comemoração dos 50 anos da TV Gazeta
Rafaela Marquezini, Café Lindenberg, Paulo Marinho e Marcelo Moraes durante o bate-papo Carlos Alberto Silva

A tendência, segundo os executivos, é que essa relação seja ampliada nos próximos anos. Durante a conversa, a parceria foi tratada não apenas como uma rede de afiliadas, mas como uma “rede de negócios”, na qual Globo e emissoras regionais podem desenvolver conjuntamente novas fontes de receita e projetos.


Para Café, a necessidade de encontrar novas formas de financiar a produção de conteúdo será um dos desafios das próximas décadas.


“A gente tem que continuar honrando o nosso legado, mesmo que seja de uma maneira diferente. [...] A gente tem que procurar novas maneiras de fazer receitas que continuem financiando esse trabalho essencial que a gente faz no nosso jornalismo”, projetou.

Veja Também 

Paulo Marinho , diretor-presidente da Globo, durante evento de comemoração dos 50 anos da TV Gazeta

'O essencial é contar boas histórias', diz presidente da Globo no ES sobre futuro da TV

Helicóptero do Notaer

Criança de 1 ano sofre queimaduras com água quente em Sooretama

Vacinação antirrábica na Serra

Vacinação antirrábica: veja onde vacinar cães e gatos na Grande Vitória e Linhares

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Sopa também pode ser rica em proteínas: veja 3 receitas cremosas para o jantar
Uma fiscalização encontrou fezes de animais nas gôndolas, restos de alimentos espalhados pelo chão e produtos com embalagens rompidas
Duas toneladas de alimentos são apreendidas em mercado de Vitória
Apreensão aconteceu na tarde desta sexta-feira (11)
Mulher é detida com 3,9 kg de haxixe escondidos em mala na BR 101

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados