As exportações de café do Espírito Santo alcançaram 775 mil sacas em julho deste ano, um crescimento de 79% em relação ao mesmo mês do ano passado. E o principal destino foi a Bélgica com mais de 199 mil sacas, todas de conilon. O México ficou em segundo lugar, com mais de 84 mil sacas, também com predominância do conilon.
Os Estados Unidos receberam mais de 69 mil sacas, sendo quase 55 mil de conilon e o restante de café solúvel, apesar de o grão ter sido deixado de fora das tarifas de até 37,5% que estão sendo aplicadas pelo governo norte-americano sobre produtos de origem brasileira.
Os dez principais destinos concentraram 80,9% das exportações de café do Espírito Santo em julho. Os demais 30 países responderam pelos 19,1% restantes. Os dados foram compilados pelo Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV).
A receita também avançou e superou US$ 169 milhões, o equivalente a R$ 875 milhões, alta de 40% na comparação com julho de 2025. O desempenho foi puxado principalmente pelo conilon, que respondeu pela maior parte do volume embarcado.
Em julho, foram exportadas 692 mil sacas de conilon, crescimento de 90% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas externas de arábica somaram 51,5 mil sacas, alta de 70%. Já o café solúvel registrou 31,5 mil sacas exportadas, o que representa queda de 17%.
A receita do conilon chegou a US$ 144 milhões (R$ 745,8 milhões), crescimento de 48% em um ano. O arábica movimentou US$ 17,6 milhões (R$ 91,1 milhões), alta de 49%, enquanto o café solúvel gerou aproximadamente US$ 7 milhões (R$ 36,2 milhões), queda de 34%.
Para o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, os resultados mostram a capacidade dos exportadores capixabas de ampliar o escoamento da produção e atender diferentes mercados.
O crescimento das exportações demonstra a capacidade do exportador capixaba de escoar uma produção cada vez maior e atender aos mercados internacionais.
Fabrício Tristão, presidente do CCCV
Na comparação com junho de 2026, o volume total exportado cresceu 25%. O conilon teve alta de 33%, enquanto o arábica recuou 14% e o solúvel, 19%. A receita total aumentou 21% no período.
O presidente também destacou o projeto de secagem a gás natural, que será apresentado durante o Vitória Coffee Summit 2026, nesta quinta (20) e sexta-feira (21), no Cais das Artes, em Vitória, como um dos principais exemplos da capacidade de inovação da cafeicultura capixaba.
Nesta quinta, A Gazeta apresenta o painel Diálogos "Logística Global do Café, Tendências, Infraestrutura e Competitividade", com mediação do colunista Abdo Filho e participação do diretor de Terminais da Log-in, Gustavo Paixão, do diretor de exportações da Imetame, Anderson Carvalho, e com o CEO da Vports, Pedro Benevides.
É um exemplo de inovação que pode contribuir para preservar e agregar qualidade ao nosso conilon e, dessa forma, ajudar a abrir novos mercados para o café capixaba.
Fabrício Tristão, presidente do CCCV
De janeiro a julho de 2026, o Espírito Santo exportou 3,4 milhões de sacas de café, alta de 66% em relação ao mesmo período de 2025.
O conilon representa a maior parte desse volume, com 2,8 milhões de sacas exportadas, crescimento de 87%. O arábica somou 412 mil sacas, alta de 37%, enquanto o café solúvel chegou a 237 mil sacas, queda de 14%.
A receita acumulada nos sete primeiros meses do ano superou US$ 823 milhões, crescimento de 29% em relação ao mesmo período de 2025. O conilon respondeu por US$ 618 milhões, alta de 41%, e o arábica, por US$ 149 milhões, aumento de 27%. A receita do café solúvel caiu 31%.
A Bélgica também lidera entre os destinos do café capixaba no acumulado do ano, com mais de 496 mil sacas, praticamente todas de conilon. O México aparece em segundo, com mais de 364 mil sacas, seguido pela Colômbia, com mais de 336 mil, todas de conilon.
Os Estados Unidos receberam mais de 251,8 mil sacas no período. Desse total, mais de 162 mil foram de conilon, outras 83 mil de café solúvel e o restante de arábica.