Disputando uma vaga de senador nas eleições deste ano, o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) afirmou que, caso eleito em outubro, defenderá no Senado a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, para jovens que tenham cometido crimes hediondos.
“A pessoa que tem 16 anos comete um crime violento, ela tem que pagar pelo crime cometido”, afirmou o ex-mandatário, durante sabatina promovida por A Gazeta e CBN Vitória na manhã desta segunda-feira (14).
O posicionamento do ex-mandatário foi em resposta a indagações sobre que pautas defenderá no Congresso visando às ações voltadas para a área da segurança pública.
Ainda no recorte sobre esse campo, o ex-chefe do Executivo estadual afirma ser favorável à aplicação de penas e encarceramento de criminosos, ao fim da progressão de regime para qualquer tipo de crime contra a vida (incluindo homicídio comum), ao endurecimento de penas para feminicídio e à manutenção e autonomia das polícias.
Por outro lado, Casagrande é contrário à classificação de facções como organizações terroristas. E justificou: o caminho para o combate às facções criminosas é o fortalecimento das forças de segurança, da inteligência e da cooperação internacional.
Em outro momento da sabatina, Casagrande disse ser defensor da implementação de um mandato de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Argumentou que, como a indicação é política (feita pelo presidente da República e apreciada pelo Senado), não é adequado que um ministro indicado aos 40 anos possa permanecer até os 75 anos com cadeira na Corte mais alta do Judiciário.
Por fim, o socialista sustentou defender a proibição expressa de advogados com parentesco de até terceiro grau com ministros de representarem causas no Supremo.
Ainda de acordo com Casagrande, a reforma do Poder Judiciário é essencial para que os tribunais voltem a ter a confiança da população.
Ao falar sobre os penduricalhos pagos no âmbito do Poder Judiciário, o candidato disse que as medidas que têm sido tomadas no país visando à redução de despesas também precisam alcançar quem recebe supersalários.
No recorte sobre economia, Casagrande foi indagado sobre os impactos do escândalo da Apex em sua candidatura, principalmente pelo fato de seu filho, Victor Casagrande, integrar o quadro societário da empresa.
Para o socialista, o caso não acarretará prejuízos ao seu projeto de se eleger senador pelo Espírito Santo, uma vez que, segundo ele, trata-se de uma crise no setor privado.
“Esse é um assunto privado. Meu filho tem apenas 1% na sociedade da Apex. Tenho plena convicção de quem fez a gestão temerária pagará por isso”, disse.
Ainda na sabatina desta segunda-feira, Casagrande defendeu tributações maiores para as operações com bets. Na proposta do ex-governador, os recursos recebidos por meio de maior tributação das apostas devem ser destinados para a saúde.
Para o mesmo tema, o candidato ainda defende criação de cadastro nacional de apostadores e restrição de publicidade envolvendo bets.