O ex-governador do Espírito Santo e candidato ao Senado nas Eleições 2026, Renato Casagrande (PSB), afirmou que não pretende, caso seja eleito, trabalhar para conceder anistia aos condenados por liderar uma tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na presidência após a derrota nas urnas em 2022. No entanto, pontuou que considera as penas aplicadas aos participantes dos atos golpistas do 8 de Janeiro, em Brasília, “rigorosas demais”.
“A minha posição é que a gente possa estabelecer penas adequadas. Do jeito que foi estabelecido, são penas muito pesadas para quem simplesmente participou (dos atos golpistas). Separar quem, de fato, estava na coordenação, na articulação daquele movimento, e quem participou por participar”, defendeu o candidato.
Para Casagrande, os interesses e a atuação dos grupos eram diferentes e, por isso, as penas deveriam ser aplicadas de formas diferentes. “Para quem esteve participando, chamando, mobilizando para participar, eu acho que as penas foram rigorosas demais”, disse o candidato, durante entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, na manhã desta segunda-feira (21).
Nesta semana, o jornal realiza uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado que obtiveram pelo menos 5% de intenção de voto na última pesquisa Quaest contratada e divulgada pela Rede Gazeta no dia 27 de agosto. A ordem dos entrevistados também foi definida com base no levantamento.
O candidato ainda afirmou que está no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, principalmente porque o candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin, também é do PSB. Em âmbito nacional, existe uma coligação formada entre as legendas.
No entanto, para a segunda vaga ao Senado a que o Espírito Santo tem direito, o ex-governador indica voto em Rose de Freitas (MDB), que faz parte, oficialmente, da coligação de Casagrande, diferentemente do PT, que oferece, no Estado, apoio informal ao candidato. Rose é do mesmo partido que o governador Ricardo Ferraço, candidato à reeleição com apoio de Casagrande.
Apesar das alianças, o concorrente pontua que defenderá, “acima das diferenças ideológicas e acima das diferenças partidárias”, o interesse do Espírito Santo.
“Eu já governei com Dilma presidente, eu já governei com Bolsonaro presidente, eu já governei com Lula presidente e ninguém nunca me viu desequilibrando, colocando os interesses partidários e ideológicos acima dos interesses do Estado do Espírito Santo”, afirmou.
Em dinâmica realizada durante a entrevista, o ex-governador também disse ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes graves e ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em caso de comprovação de conduta ilícita. Já sobre mandato vitalício para o STF e classificação de facções criminosas como grupo terrorista, Casagrande se posicionou contra.
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