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Pesquisa

Datafolha: 50% dos brasileiros veem chance de interferência estrangeira nas eleições

Dessa parcela dos eleitores, 18% acreditam que uma eventual interferência não seria um problema

Publicado em 23 de Agosto de 2026 às 20:32

Agência FolhaPress

Publicado em 

23 ago 2026 às 20:32
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma parcela de 50% dos eleitores acredita existir chance de outros países interferirem na eleições brasileiras, enquanto 43% descartam a possibilidade de agência de estrangeiros no pleito nacional. Os dados são de novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado neste sábado (22).
O grupo que enxerga uma possível interferência nas eleições se divide entre 32% que afirmam ver isso como um problema e 18% dos entrevistados que respondem o oposto.
Não respondem ou não sabem responder 8%.
A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, está registrada sob o código BR-04496/2026 no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Foram ouvidos 2.058 eleitores brasileiros da terça-feira (18) à quinta-feira (20). A abordagem foi pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%.
Fachada do Palácio Itamaraty: Ministério das Relações Exteriores (MRE) recusou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado americano Reprodução/Divulgação
Esta é o primeiro levantamento feito pelo Datafolha após a conclusão do processo de registro das candidaturas e do início oficial da campanha.
Na entrevista, o instituto pede que o entrevistado considere as manifestações de líderes de outros países sobre as eleições do Brasil.
O questionamento ocorre em um contexto de preocupação com medidas e declarações de líderes estrangeiros sobre a eleição de outubro, temor que, como mostrou a Folha de S.Paulo, se espalhou inclusive pelo governo e pela campanha do presidente Lula (PT).
Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou sobretaxas a produtos brasileiros, bem como voltou a discutir sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O Itamaraty também recusou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado americano. Segundo o jornal The Washington Post, Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.
Na última sexta (21), Lula telefonou para Trump e disse que o tarifaço foi baseado em alegações infundadas envolvendo o Pix, o etanol brasileiro e importações com trabalho forçado.
Da vizinha Argentina, por sua vez, o presidente Javier Milei deu uma série de declarações críticas a Lula e ao ministro do STF. O ultradireita também veio ao Brasil participar da convenção do PL que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal opositor do petista nestas eleições.

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