Após a divulgação antecipada do nome do vereador Camillo Neves (PP) nesta semana para ser o vice de Ricardo Ferraço (MDB) nas Eleições 2026, a convenção da noite desta quarta-feira (5) da Federação União Progressista serviu para confirmar a candidatura do parlamentar na chapa para o governo do Espírito Santo.
Com a aliança consolidada, Ricardo participou do evento antes de se dirigir à convenção do próprio partido, agendada para outro local e no mesmo horário. O ex-governador Renato Casagrande (PSB), candidato ao Senado Federal, também esteve presente. A federação defende o nome do socialista para uma das vagas em disputa, mas ainda não definiu a quem será dado apoio à segunda vaga de senador.
Os partidos federados — União Brasil e Progressistas (PP) — também lançaram candidaturas para deputados federais e estaduais. Ao todo, a federação apresentou 28 candidatos para a Assembleia Legislativa. No Espírito Santo, o máximo seriam 31 concorrentes, considerando o número de cadeiras na Casa de Leis mais um. Para a Câmara Federal, o grupo chega com chapa cheia, isto é, 11 nomes na disputa.
Na relação de candidatos, deputados tentando a reeleição, ex-prefeitos, vereadores, entre outros nomes que buscam espaço na vida política. O evento, realizado no Centro de Convenções de Vitória, ficou lotado de apoiadores.
No discurso dos dois presidentes dos partidos, deputado federal Da Vitória (PP) e deputado estadual Marcelo Santos (União), prevaleceu o reforço na aliança com o governo para a reeleição de Ricardo e a condução de Casagrande ao Senado. Os dois também discursaram e destacaram o nome de Camillo na composição da chapa.
A escolha de Camillo para ser o nome da federação como vice foi feita após muitas negociações entre os partidos e o grupo governista e até uma ameaça de rompimento do apoio a Ricardo Ferraço.
A federação havia manifestado apoio à candidatura de Ricardo desde março, com outros nomes cogitados para vice, além de Camillo. Mas a necessidade de uma chapa com mais força na Grande Vitória — o governador é de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul capixaba — fez surgir um movimento a favor do ex-prefeito Sergio Vidigal (PDT) para a composição.
Embora Vidigal tenha falado, desde o princípio, que não pretendia concorrer às eleições, o nome do pedetista tinha apoio do prefeito de Cariacica e presidente do MDB, Euclério Sampaio, e do prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB), aliados de primeira hora de Ricardo. No fim, durante a convenção do PDT, Vidigal confirmou que não será candidato a nenhum cargo.
Nesse meio tempo, o PSDB do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, também ensaiou uma movimentação para indicar vice, assim como o PSD, do prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, buscou uma aliança com o governador após o partido ser colocado de lado no grupo de Lorenzo Pazolini (Republicanos). O ex-prefeito de Vitória se aliou ao PL, do senador Magno Malta, e o PSD acabou isolado.
Com todas essas movimentações, conforme observado pelo colunista Vitor Vogas, o relacionamento da federação com Ricardo entrou numa zona de turbulências, mas não durou muito. Nesta semana, finalmente, o anúncio do vice selou a parceria.
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