Depois de impasse sobre alianças no cenário político, principalmente envolvendo o governo do Espírito Santo, o PSD bateu o martelo em convenção realizada nesta quarta-feira (5), em um hotel de Vitória. Em chapa puro-sangue, a legenda confirmou o nome do deputado estadual Sergio Meneguelli ao Senado.
Na disputa pelo governo, decidiu ficar isento e não declarar apoio a nenhuma candidatura, depois de ter conversado com todos os pré-candidatos ao Palácio Anchieta.
Para as proporcionais, o partido formou chapas, lançando 9 candidatos a deputado federal e 18 a deputado estadual. Segundo a legenda, esses números podem aumentar até o próximo dia 15, data-limite para o registro de candidaturas.
Meneguelli comemorou ao ter seu nome aclamado pelos correligionários como candidato ao Senado. E lembrou das eleições de 2022, quando teve a candidatura rifada pelo seu então partido, o Republicanos. Na época, lançou-se como deputado estadual e foi o mais votado.
"É difícil começar a falar uma coisa quando estou emocionado. Até o Hino Nacional hoje me emocionou. Parecia um jogador cantando. Mas Deus sabe o que tenho passado de quatro anos para cá. Há quatro anos, me enganaram, me humilharam, me venderam, me trocaram por fundo partidário, impediram que eu fosse candidato a senador, a governador, a vice-governador e a deputado federal. Somente me permitiram, ainda, se quisesse, ser deputado estadual. E eu humildemente aceitei", lembrou após ter a candidatura confirmada.
Os nomes de suplentes de Meneguelli ainda não foram definidos. O partido disse que serão apresentados nos próximos dias.
Renzo Vasconcelos, presidente estadual do PSD, destacou que a escolha pelo nome de Meneguelli foi tomada com o aval e a participação do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
Sobre a decisão de não subir em nenhum palanque dos candidatos ao governo do Estado, Vasconcelos destacou que foi tomada na terça-feira (4), véspera do último dia das convenções, quando o MDB fechou as portas para a vaga do Senado, bem como depois de o Republicanos ter fechado a segunda vaga do grupo com o PL, com Evair de Melo.
"Palavra de homem não precisa ser assinada e não volta atrás. Ela é no fio do bigode. E, para que isso acontecesse, fui atrás do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. E ele, convencido de que a política do Espírito Santo precisa de renovação, de oxigenação, confiou a você (Meneguelli) essa possibilidade de ser senador. Quem vai decidir é o povo e Deus. Mas nós fizemos o compromisso", destacou Vasconcelos na convenção.
A primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, que chegou a ser cotada a vice do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini, em aliança com o Republicanos, optou por não discursar na convenção.
Depois, em conversa com a imprensa, disse que ficou lisonjeada de ter seu nome cogitado para vice-governadora, mesmo não tendo disputado eleição, mas frisou que o compromisso do partido é com a candidatura de Meneguelli ao Senado.
Apesar de seu nome não estar na lista dos candidatos a deputado estadual e federal, a primeira-dama de Colatina ainda pode concorrer ao pleito de outubro. A decisão vai ser tomada por ela até o dia 15, quando as candidaturas serão registradas.
"Fiquei muito feliz (em ser convidada para vice), porque isso mostra que estou no caminho certo e sendo reconhecida pela população e pela classe política. Me deixou muito entusiasmada. Por isso, Pazolini também tem uma parte do meu carinho, da minha afeição, pelo projeto dele. Com relação à disputa eleitoral, hoje tenho um filho de três anos e uma filha que fez um aninho. Isso era um fator que me levava a pensar bastante se realmente poderia vir a disputar algum cargo, principalmente se eu tivesse que ir para Brasília como deputada federal. Cheguei a cogitar essa possibilidade, recuei, mas depois que meu nome tomou essa dimensão, acho que está na hora de refletir novamente", destacou.
A convenção do PSD chegou a ser agendada para o último domingo (2), mas foi adiada para que o partido ganhasse mais tempo nas negociações com os grupos políticos que estavam em vigor.
A aliança do PSD com o Republicanos ficou balançada depois que o partido presidido por Erick Musso migrou para o palanque do PL. Depois de selado esse acordo, o PSD decidiu que, até as convenções, iria conversar com os outros pré-candidatos ao Palácio Anchieta, como o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o deputado federal Helder Salomão (PT).
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