Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Estatinas: entenda como esses medicamentos ajudam a controlar o colesterol alto
Se cuida

Estatinas: entenda como esses medicamentos ajudam a controlar o colesterol alto

Elas ajudam a reduzir significativamente o risco de problemas graves, como infarto, AVC e trombose, decorrentes dessa doença

Publicado em 12 de Junho de 2026 às 17:15

Portal Edicase

Publicado em 

12 jun 2026 às 17:15
As estatinas atuam diretamente no mecanismo de produção do colesterol no organismo (Imagem: Nucia | Shutterstock)
As estatinas atuam diretamente no mecanismo de produção do colesterol no organismo Crédito: Imagem: Nucia | Shutterstock
Silencioso e, na maioria das vezes, sem apresentar sintomas, o colesterol alto costuma ser identificado apenas durante exames de rotina. Apesar disso, trata-se de um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Quando os níveis estão elevados, especialmente do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, ocorre um acúmulo de gordura nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que dificultam a passagem do sangue.
Com o tempo, esse processo pode comprometer a circulação sanguínea e aumentar significativamente o risco de problemas graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e trombose. Segundo a endocrinologista Dra. Deborah Beranger, o colesterol alto costuma ter relação tanto com hábitos de vida quanto com predisposição genética.
“As causas de um colesterol alto são o excesso de álcool, o sedentarismo, uma alimentação rica em gordura e a genética. A maioria dos pacientes que tem tendência ao colesterol elevado possui um histórico familiar importante, com pai ou mãe também apresentando a condição. Por isso, na grande maioria das vezes, esses pacientes vão precisar de medicação em algum momento da vida”, explica.
É nesse contexto que entram as estatinas, medicamentos amplamente utilizados para reduzir os níveis de colesterol e proteger o sistema cardiovascular.

Como as estatinas ajudam a reduzir o colesterol ruim?

De acordo com o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, pesquisador e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações, as estatinas atuam diretamente no mecanismo de produção do colesterol pelo organismo. “As estatinas atuam inibindo uma enzima chamada hidroximetilglutaril coenzima A redutase, que é a enzima responsável pela produção do colesterol no nosso corpo”, explica.
Ao bloquear essa enzima, os medicamentos reduzem principalmente os níveis de LDL, o colesterol associado à formação das placas de gordura nas artérias. “Quando a enzima hidroximetilglutaril coenzima A redutase (HMG-CoA redutase) é reduzida, os níveis de colesterol, e o que importa para nós é o colesterol ruim LDL, são automaticamente reduzidos também”, detalha.

Doença silenciosa exige exames periódicos

A cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita alerta que, muitas vezes, a primeira manifestação do colesterol elevado já ocorre em um estágio avançado. “O grande problema dos altos níveis de colesterol no sangue está no fato de ser uma intercorrência silenciosa: o colesterol aumentado pode não causar sintoma nenhum, obstruindo as artérias aos poucos. Então, em alguns casos, a primeira manifestação da alta do colesterol é um evento como infarto ou derrame, quando já é tarde para prevenir”, ressalta.
Por isso, o acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar os níveis de colesterol no organismo por meio de exames de sangue. Como geralmente não causa sintomas, avaliações periódicas permitem identificar alterações precocemente e adotar medidas para evitar complicações.
A rosuvastatina e a atorvastatina apresentam eficácia semelhante no resultado, mas com diferenças importantes no tempo de ação e no perfil do paciente (Imagem: Aquarius Studio | Shutterstock)
A rosuvastatina e a atorvastatina apresentam eficácia semelhante no resultado, mas com diferenças importantes no tempo de ação e no perfil do paciente Crédito: Imagem: Aquarius Studio | Shutterstock

Estatinas para o tratamento do colesterol alto

Entre as estatinas mais conhecidas para o tratamento do colesterol alto, estão a rosuvastatina e a atorvastatina. Segundo o Dr. Maurizio Pupo, ambas apresentam eficácia semelhante no resultado, mas com diferenças importantes no tempo de ação e no perfil do paciente.
“A rosuvastatina é uma droga mais moderna, com uma potência superior para fazer a redução da hidroximetilglutaril coenzima A redutase num prazo mais rápido. Às vezes, em 15 dias, o paciente já está vendo a redução do colesterol. Já a atorvastatina levaria mais ou menos 30 a 40 dias para fazer essa redução”, explica.
No entanto, o farmacêutico ressalta que a escolha do medicamento depende do quadro clínico individual. “Tudo depende do risco cardiovascular. Se o paciente tem um risco cardiovascular muito elevado, às vezes é necessário o médico partir para uma droga mais potente do ponto de vista de obter um resultado mais rápido”, diz.

Quando uma ou outra opção pode ser a mais adequada

O Dr. Maurizio Pupo explica que a atorvastatina costuma ser preferida em pacientes com doença renal crônica ou diabetes. “A atorvastatina é mais segura para paciente renal e também mais segura em relação à diabetes , porque geralmente não agrava a doença. A rosuvastatina pode agravar tanto a doença renal quanto o diabetes, embora reduza o colesterol num prazo menor”, completa.
Outro fator levado em consideração é o uso simultâneo de diversos medicamentos, situação comum em idosos e pacientes crônicos. “A rosuvastatina tem menos chance de interagir com outros medicamentos por causa da maneira como ela é metabolizada. Já a atorvastatina pode aumentar ou diminuir o nível plasmático de outro medicamento quando há interação”, acrescenta.

Tratamento vai além da medicação

Embora as estatinas sejam ferramentas importantes no controle do colesterol, os especialistas reforçam que o tratamento também depende de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e redução do consumo de álcool e cigarro.
Segundo a Dra. Deborah Beranger, um dos principais desafios é justamente a adesão ao tratamento contínuo. “A gente precisa conscientizar esse paciente, quando ele precisa de medicação , de que ele não pode parar o remédio. Porque, se ele parar o remédio, o colesterol vai subir novamente. Esse é nosso grande desafio, porque, como é uma doença silenciosa, muitas vezes o paciente para a medicação quando esse colesterol chega no nível normal”, afirma.
A Dra. Aline Lamaita lembra que a intensidade do tratamento varia conforme o risco cardiovascular de cada pessoa. “Aqueles que já apresentam níveis de colesterol acima do recomendado devem consultar um médico regularmente, afinal, a intensidade do controle do colesterol, com o uso de medicamentos ou apenas com a adoção de uma alimentação balanceada, depende do risco cardiovascular de cada indivíduo, variando caso a caso”, finaliza.
Por Guilherme Zanette
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que jovens chineses são tão fascinados com Mao Tsé Tung, cuja morte completa 50 anos?
Imagem BBC Brasil
Fachin decide ser relator de caso Moraes-Vorcaro, e retira também de Mendonça processos ligados ao Master e ao escândalo do INSS
Imagem de destaque
Fachin dá 24 horas para PF informar sobre custódia e estado de celular de Vorcaro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados