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Cirurgia

Quando fazer transplante capilar? Entenda o caso de Diogo Nogueira

O transplante capilar é um procedimento médico que tem se popularizado como uma solução definitiva para a calvície

Publicado em 08 de Abril de 2026 às 16:04

Guilherme Sillva

Publicado em 

08 abr 2026 às 16:04
Diogo Nogueira
Diogo Nogueira compartilhou os bastidores de um transplante capilar Crédito: Reprodução @clinicaruston @diogonogueira_oficial
Diogo Nogueira, 44, compartilhou, neste sábado (4), os bastidores de um transplante capilar ao qual foi submetido para corrigir detalhes da linha frontal.
No vídeo, o médico responsável, Antonio Ruston, explicou e relembrou o início do tratamento do cantor. “O design estava muito baixo e assimétrico, com folículos de dois e três fios nas primeiras linhas, muito afastados um do outro, os ângulos e direções estavam errados”, disse. A discussão sobre transplante capilar ganhou novo fôlego após o cantor divulgar o vídeo. Mas quando é necessário fazer o transplante capilar?
O transplante capilar é um procedimento médico que tem se popularizado como uma solução definitiva para a calvície. “O transplante capilar é realizado para tratar áreas com falhas ou calvície. Ele consiste em retirar fios de cabelo de uma região do corpo onde os fios são mais resistentes à queda — geralmente a parte de trás ou as laterais da cabeça — e transplantá-los para as áreas com pouca densidade capilar. Esses fios mantêm as características da região de origem, ou seja, continuam crescendo normalmente após o transplante, o que garante um resultado duradouro e natural”, explica a dermatologista Isabela Dupin, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).
A médica explica que o transplante capilar é indicado principalmente para casos de alopecia androgenética (a forma mais comum de calvície em homens), em caso de região frontal longa (implantação capilar alta), cicatrizes no couro cabeludo que impedem o crescimento de fios, ou perdas definitivas por traumas ou queimaduras. “Pode-se também realizar transplante de sobrancelha e barba. Para o sucesso do transplante, é importante que o paciente ainda tenha uma área doadora saudável com boa quantidade de fios”, explica Isabela Dupin.
Segundo o dermatologista Daniel Cassiano, a cirurgia é uma opção segura para quem sofre com a rarefação dos cabelos e já está em tratamento conservador, mas deseja restaurar ainda mais sua densidade capilar. “É fundamental que o paciente já esteja usando medicamentos orais e tópicos com a indicação médica”, explica.
Procedimentos em consultório como intradermoterapia, laser e terapias regenerativas também podem ser indicados. E, na maioria dos casos o tratamento deve continuar após o transplante capilar, especialmente nos de alopecia androgenética. “Isso porque o procedimento recupera as áreas calvas, mas não impede que os fios ao redor continuem sujeitos à rarefação progressiva. Por isso, é fundamental manter o tratamento clínico e o acompanhamento médico após o transplante”, diz Isabela.

Como é feito

O médico Vlassios Marangos, especialista em queda de cabelo e transplante capilar, explica que a técnica mais comum atualmente é a FUE. O método consiste em retirar unidades foliculares individualmente da nuca ou das laterais da cabeça, regiões onde os fios são geneticamente mais resistentes, e implantá-las nas áreas com falhas. Marangos define o processo como “uma cirurgia de precisão que exige desenho natural, distribuição equilibrada dos fios e total atenção ao ângulo de crescimento”.
Ele destaca que o resultado não depende apenas da tecnologia, mas da análise individual de cada paciente. Como os fios transplantados são do próprio indivíduo, o acabamento tende a ser natural e discreto.
Os folículos retirados da área doadora geralmente não voltam a cair, já que são resistentes aos hormônios que desencadeiam a calvície. "Isso não impede que outros fios nativos possam continuar sofrendo queda ao longo dos anos. Para evitar esse cenário, muitos pacientes seguem realizando tratamentos complementares após o transplante".
O transplante capilar costuma ser realizado com anestesia local e pode durar até oito horas, dependendo da quantidade de fios implantados. A cirurgia envolve extração delicada dos folículos, abertura dos microcanais onde serão reposicionados e implantação das unidades foliculares. A ausência de grandes incisões acelera a recuperação e reduz o risco de cicatrizes visíveis.

Cuidados e tempo de recuperação

Os cuidados nas primeiras semanas são essenciais. O paciente deve evitar exposição solar direta, atividade física intensa e qualquer atrito que possa deslocar os folículos recém-implantados. Os resultados iniciais começam a aparecer a partir do terceiro mês e a transformação mais evidente costuma surgir entre seis e doze meses.
Marangos reforça que a evolução do procedimento é gradual. "O transplante é um investimento a longo prazo, que exige paciência, acompanhamento médico e cuidados consistentes”.
A indicação clássica é para quem tem calvície de origem genética e boa área doadora. O especialista destaca que pacientes com doenças autoimunes, queda ativa ou certos tipos de alopecia podem não ter indicação imediata, sendo necessária avaliação criteriosa. "O diagnóstico é determinante para garantir expectativas realistas e resultados duradouros", finaliza.

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