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Doença crônica da pele

Dermatite atópica: saiba quais são os sintomas e os tratamentos

A doença é mais comum em pessoas com histórico de alergias e costuma aparecer ainda na infância. Embora não tenha cura, é totalmente possível controlar com os cuidados certos
Guilherme Sillva

Publicado em 

22 ago 2025 às 15:04

Publicado em 22 de Agosto de 2025 às 18:04

Dermatite-atópica
As lesões de pele se caracterizam por lesões avermelhadas, com predomínio de muita coceira Crédito: Shutterstock/ Rungkh
A dermatite atópica é uma doença crônica da pele que provoca ressecamento, coceira e inflamações recorrentes. Ela é mais comum em pessoas com histórico de alergias e costuma aparecer ainda na infância. Embora não tenha cura, é totalmente possível controlar com os cuidados certos.
A dermatologista Hannah Cade explica que as lesões da doença variam bastante. "No início, a pele fica vermelha, ressecada e coça muito. Quando a pessoa coça, podem surgir feridas, casquinhas e até infecções. Em casos mais graves ou persistentes, a pele pode engrossar e ficar mais escura". 
A dermatite atópica pode surgir logo nos primeiros meses de vida, na infância ou mesmo na fase adulta. Ela costuma vir em 'crises' que aparecem e desaparecem com o tempo. Nos bebês, a dermatite atópica geralmente aparece no rosto, como bochechas vermelhas, ásperas e que descamam. Já nas crianças, costuma afetar as dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço e pulsos. "Nos adultos, as lesões aparecem mais no rosto, pescoço, mãos e nas dobras do corpo, com a pele mais seca e grossa", conta Hannah Cade.
Hannah Cade, dermatologista
A dermatologista Hannah Cade explica os sinais da doença Crédito: Divulgação Hannah Cade
A principal queixa é a coceira intensa, que às vezes atrapalha até o sono. A pele fica ressecada, vermelha, sensível e, em alguns casos, com feridas ou descamações
Hannah Cade - Dermatologista
A médica conta que o clima seco, o frio intenso ou calor excessivo podem piorar muito o quadro. "Mudanças bruscas de temperatura, o uso do ar-condicionado ou a exposição a poluentes também são gatilhos comuns".

Os cuidados necessários

A dermatologista Cristiani Banhos Ferreira diz que a doença é mais comum na infância e tende a melhorar na adolescência e na fase adulta. "Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, porém o mais comum e acometer com quem tem histórico familiar ou pessoal de asma e rinite alérgica". 
A  médica reforça que as lesões de pele se caracterizam por lesões avermelhadas, com predomínio de muita coceira, muitas vezes úmidas. "Na fase aguda da doença, com maior frequência na superfície extensora dos membros, couro cabeludo e face nos bebês, e nos adultos e crianças maiores predominam nas dobras do corpo e pescoço. Na fase crônica, devido a coceira crônica e ressecamento da pele, as lesões são espessas com acentuação das linhas normais da pele". 
Normalmente, a dermatite é tratada com medicamentos tópicos como corticóide, derivados da calcineurina, e o uso de hidratantes. Em casos mais graves, é necessário o uso de medicação via oral que podem ser imunossupressores, corticoide oral e também imunobiológicos.
Durante as crises, o paciente deve procurar o especialista para avaliar os possíveis fatores desencadeantes, além de hidratar a pele e evitar coçar a área sob risco de infecção secundária.
"O tratamento da doença visa reduzir as crises e melhorar a qualidade de vida. Medidas para todos os pacientes envolve hidratação da pele adequada, evitar excesso de sabonetes e irritantes para a pele, banhos não demorados e não quentes demais. O uso de medicamentos tópicos também podem ser utilizados e nos casos mais graves não responsivos a terapia de cuidados locais, além do uso de imunossupressores e imunobiológicos", ressalta Cristiani Banhos Ferreira.
O diagnóstico é clínico e feito no consultório mesmo. O dermatologista avalia os sintomas, examina a pele e conversa sobre histórico familiar. Na maioria das vezes, não precisa de exames — mas, em casos específicos, o médico solicitar testes de alergia ou biópsia.

Cuidados necessários

Hidratar a pele todos os dias, mesmo fora da crise;

Evitar banhos quentes e demorados;

Usar sabonetes suaves e sem perfume;

Preferir roupas de algodão e evitar tecidos ásperos ou sintéticos; 

Manter o acompanhamento com o dermatologista

Tratamento para doença é incorporado no SUS

Em maio foi anunciado pelo Ministério da Saúde que o tratamento integral para dermatite atópica será disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão incluídos as pomadas para a pele tacrolimo e furoato de mometasona, e um medicamento oral, o metotrexato.
"Com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o tacrolimo tópico e o furoato de mometasona poderão tratar pessoas que não podem utilizar corticoides ou apresentam resistência aos tratamentos até então disponíveis. A ampliação de acesso ao tacrolimo tópico para os pacientes do SUS é um benefício relevante, já que, por ser um medicamento de alto custo, seu acesso era mais restrito", afirma a pasta, em nota.
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