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Espírito Santo registra maior faturamento da história na exportação de rochas naturais em 2025

Estado responde por quase 80% das exportações brasileiras de rochas; Serra e Cachoeiro de Itapemirim somam mais de US$ 730 milhões em exportações
Yasmin Spiegel

Publicado em 

16 jan 2026 às 19:07

Publicado em 16 de Janeiro de 2026 às 22:07

Estado se consolidou como principal polo exportador de rochas naturais
Estado se consolidou como principal polo exportador de rochas naturais Crédito: Divulgação/Centrorochas
Espírito Santo registra maior faturamento da história na exportação de rochas naturais em 2025
Em 2025, o Espírito Santo se manteve como líder no setor brasileiro de rochas naturais, sendo consolidado como principal polo exportador do país. Dos US$ 1,48 bilhão exportados pelo Brasil, US$ 1,16 bilhão tiveram origem no Estado, o equivalente a 78,5% de participação nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). Minas Gerais (9,1%) e Ceará (7,4%) ocupam as duas posições seguintes.
O valor representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024 e configura o maior faturamento da história capixaba no setor, mesmo em um ano marcado pela imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos.
Especialistas acreditam que o resultado está associado, sobretudo, à robustez da base produtiva capixaba, que concentra atividades de extração e beneficiamento, além da capacidade das empresas locais de se adaptarem a diferentes mercados e perfis de demanda.
“Os números nos impressionaram, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Para as empresas focadas exclusivamente na extração desses produtos, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor”, analisa Tales Machado, presidente da Centrorochas.
No mix de produtos exportados pelos capixabas, foram justamente os quartzitos que assumiram papel estratégico em 2025, com US$ 703,3 milhões exportados (+32,5%), compensando a retração observada em materiais como granito (-10,1%) e mármore (-7,0%).
Os Estados Unidos seguiram como principal destino das exportações capixabas, com US$ 744,2 milhões em compras (+10,7%). China (+3,8%), México (3,0%), Itália (9,6%), Canadá (26,7%) e Espanha (81,6%) completam a lista dos principais destinos, todos com crescimento nas importações.
Inclusive, Serra e Cachoeiro de Itapemirim concentraram a maior parcela das exportações capixabas e mantiveram a liderança no ranking entre os maiores municípios exportadores. A Serra respondeu por 33,4% do valor exportado, com US$ 381,7 milhões, enquanto Cachoeiro de Itapemirim somou US$ 355,6 milhões, equivalente a 31,1%, ambos com crescimento próximo a 20% em relação ao ano anterior.
Além dos polos consolidados, outros municípios capixabas se destacaram pelo ritmo de expansão. Cariacica registrou alta de 39,3% nas exportações, enquanto Castelo (+29,8%) e Atílio Vivacqua (+23,8%) também apresentaram crescimento acima da média estadual.

"Pensar a cidade a partir do clima é pensar a qualidade de vida nos bairros", diz presidente do CAU-ES

Janeiro é tradicionalmente o mês mais quente do ano e, nos centros urbanos, as altas temperaturas tendem a ser ainda mais intensas pelo fenômeno das ilhas de calor urbano, em que áreas densamente construídas chegam a registrar temperaturas significativamente superiores às zonas rurais do entorno.  

No Espírito Santo, cidades como Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, São Gabriel da Palha e Alegre convivem historicamente com episódios de calor extremo, o que reforça a urgência do debate sobre soluções urbanas mais adequadas ao clima. 

Segundo a presidente do CAU-ES, Priscila Ceolin, projetos que priorizam a arborização de vias públicas, praças e áreas de convivência, aliados ao uso de coberturas verdes e à criação de corredores de vento, contribuem para reduzir a incidência direta do sol e melhorar o microclima urbano. 

"Pensar a cidade a partir do clima é pensar a saúde da população, o consumo de energia e a qualidade de vida nos bairros. Ambientes urbanos mais frescos reduzem problemas respiratórios e cardiovasculares, diminuem a dependência de aparelhos de ar-condicionado e tornam os espaços públicos mais convidativos à convivência”, afirma. 

Ela explica que características como a alta concentração de edificações, a baixa cobertura vegetal e o uso predominante de concreto e asfalto influenciam diretamente a elevação das temperaturas nas cidades, especialmente durante as ondas de calor. Esses materiais possuem alta capacidade de absorção e retenção térmica, mantendo a radiação acumulada e aquecendo o ambiente urbano mesmo após o pôr do sol. 

Priscila também ressalta que o uso de materiais com alta refletividade, como telhados e pavimentos claros ou revestidos com camadas que refletem mais a luz solar, ajuda a diminuir o aquecimento das superfícies urbanas. Estudos indicam que essas soluções, conhecidas como cool roofs e cool pavements, reduzem a temperatura das superfícies e, consequentemente, a necessidade de climatização artificial no interior das edificações. 

Outra estratégia relevante está relacionada à orientação das construções e à proporção entre altura e largura dos espaços públicos, fatores que interferem diretamente na circulação do ar e na dissipação do calor. Um planejamento urbano que favoreça a ventilação natural pode reduzir o acúmulo térmico nos chamados "canyons urbanos", formados por vias estreitas ladeadas por edificações altas. 

Para a presidente do CAU-ES, esse debate precisa estar integrado às políticas públicas de desenvolvimento urbano. “O crescimento das cidades exige que repensemos o papel do projeto arquitetônico e urbanístico frente às mudanças climáticas. Não se trata apenas de estética, mas de reduzir impactos concretos do calor, proteger as pessoas e tornar as cidades mais resilientes, inclusivas e agradáveis", conclui.

Culinária se une a literatura para criar ambiente receptivo aos clientes

Empório Joaquim se vale dos livros como recurso de decoração
Empório Joaquim se vale dos livros como recurso de decoração Crédito: Divulgação
Para além da leitura, os livros também têm despontado como elementos de decoração, compondo a identidade de um espaço. Um dos ambientes que se vale dessa tendência é o Empório Joaquim, bistrô, padaria artesanal e cafeteria localizado na Praia do Canto, em que os livros fazem parte tanto da experiência visual quanto do cardápio.
O local abriga um acervo especial de livros de gastronomia e viagens, trazidos de diferentes partes do mundo ao longo das viagens de seus fundadores. As obras,  que reúnem fotografia, design e conteúdo editorial, funcionam como objetos decorativos.
Responsável pelo projeto de interiores do espaço, a arquiteta Bebel Tinoco explica que livros desse universo são recursos versáteis na decoração: “Eles podem ser usados para criar camadas em estantes, dar altura a objetos, compor aparadores ou imprimir personalidade a ambientes gastronômicos e residenciais”.
Recentemente, ela assinou a reforma completa do mobiliário do Empório Joaquim, reforçando uma proposta de acolhimento e estética sensorial. 
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