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Letícia Gonçalves

Aliados de Ricardo e Casagrande querem o PSD, só não sabem o que fazer com Hartung

Emedebista e socialista já foram aliados do ex-governador, mas há tempos são adversários

Publicado em 25 de Julho de 2026 às 14:54

Públicado em 

25 jul 2026 às 14:54
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Máscaras de Ricardo Ferraço e Renato Casagrande
Materiais alusivos a Ricardo Ferraço e Renato Casagrande na convenção estadual do PSB Rodrigo Zaca/Divulgação
O governador Ricardo Ferraço (MDB) já disse e repetiu que uma eventual aliança com o PSD do ex-governador Paulo Hartung somente vai ser selada se houver consenso entre os aliados que subiram antes no palanque dele.

Até de forma surpreendente, não há muita resistência à ideia no ninho casagrandista/ricardista. 

Um dos x da questão é como encaixar a figura de Hartung nessa equação. Ainda que ele não seja candidato a nada.

Um aliado do governador afirmou à coluna que um problema já foi detectado entre os apoiadores de Ricardo que integram as forças de segurança pública. Desde a greve da Polícia Militar, em 2017, o nome de Hartung não soa bem aos ouvidos da maioria dos policiais. 

O PSD ser chamado de "o partido do Hartung" não ajuda. O ex-governador, de fato, é o membro mais proeminente nos quadros da sigla, que conta também com o deputado estadual Sérgio Meneguelli e com o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, presidente estadual da legenda. 

É Renzo quem faz a interlocução, diretamente com Ricardo.

O partido, em si, não é rejeitado. 

"Estamos de portas abertas para discutir com eles a presença na nossa coligação", afirmou o deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB).

Eu prego a união. Entendo que os bons têm que se unir, para não deixar o estado voltar ao que era no passado

Euclério Sampaio Prefeito de Cariacica e presidente estadual do MDB

O prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), vai além.

"Renato, sem dúvida alguma, foi o governador mais municipalista desse estado, fez a diferença na vida da Serra e na vida de muitos municípios. E o Paulo, por sua vez, também foi um grande gestor. Eu acredito que essa aliança faria bem para o Espírito Santo".


Lá, Ricardo e Casagrande também foram questionados a respeito da aproximação com o PSD.

Ambos tomaram o cuidado de não relacionar as conversas à pessoa do ex-governador Paulo Hartung.

"Não tem uma relação pessoal, tem uma relação institucional e partidária. O PSD procurou o governador Ricardo Ferraço para uma conversa política. Acho que é importante o PSD estar na coligação

Renato Casagrande (PSB) Ex-governador do Espírito Santo


"Não estamos conversando com CPFs, estamos conversando com CNPJs. O presidente do PSD, prefeito Renzo, pediu uma conversa comigo e me perguntou se ainda tinha espaço para uma construção. Política combina com diálogo e humildade. Estou conversando com aliados e presidentes de partidos", reforçou Ricardo.

"Essa não é uma decisão pessoal", completou o governador.

Ou seja, a toada é "não é nada pessoal".

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Mas há uma questão que envolve, sim, pessoas. E pessoas específicas, além de Hartung.

O presidente estadual do PSD afirmou à coluna querer uma vaga na chapa majoritária para o partido.

Isso se traduz por: vaga de candidato a vice e/ou a senador.

O PSD tem a pré-candidatura de Meneguelli ao Senado. E Renzo tentou, quando ainda estava ao lado do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), emplacar a própria esposa, Lívia Vasconcelos, como vice.

A vaga de vice de Ricardo já é pleiteada pela federação formada por União Brasil e Progressistas.

Para o Senado, Renato Casagrande é a principal aposta e a segunda vaga está quase certo que vai ficar com a ex-senadora Rose de Freitas (MDB).

Para encaixar o PSD aí, alguém tem que ceder, ou ser saído.


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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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