Terreno de antigo banco na Praia do Canto vai virar lançamento imobiliário
Novos empreendimentos
Terreno de antigo banco na Praia do Canto vai virar lançamento imobiliário
Quatro construtoras planejam lançamentos para 2026, entre elas a Empar, que está estudando qual o tipo de empreendimento irá dar lugar à área do antigo Banco Santos Neves
Praia do Canto terá lançamento imbiliário em 2026Crédito: Ricardo Medeirtos
Quatro construtoras já estão com o calendário de lançamentos para 2026 definido. Uma delas, a Empar Incorporadora, planeja dois empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) de R$ 160 milhões. Um deles ficará no terreno onde funcionava o banco Santos Neves, na Praia do Canto, em Vitória.
A área acabou de ser adquirida pela empresa, que está estudando a melhor tipologia para desenvolvimento, podendo ser comercial ou residencial. Enquanto isso, o outro lançamento será de um edifício comercial de salas amplas, projetado com recursos de automação e inteligência predial, localizado na Reta da Penha, também em Vitória.
Sobre o terreno do banco, a diretora da Empar, Camila Menezes, afirma que está em fase de definição para entender qual tipologia trará mais valor para a área. Ela tem atuado em todas as etapas da incorporação, desde a aquisição do terreno até o desenvolvimento do projeto, marketing, vendas e relacionamento com o cliente.
“Em 2025, lançamos empreendimentos com unidades de um e dois quartos, além de lofts, e alcançamos vendas acima de 75% em apenas dois meses, o que demonstra a força desse tipo de produto e a demanda consistente do mercado”, afirma.
Em Jardim da Penha e Jardim Camburi
Mivita vai lançar dois novos empreendimentos em Jardim da PenhaCrédito: Divulgação
Outra empresa que está com lançamentos listados para o próximo ano é a Mivita, que deve apresentar pelo menos três novos empreendimentos: dois em Jardim ca Penha e outro em Jardim Camburi. Juntos, os três devem gerar um VGV de R$ 430 milhões.
Em Jardim da Penha, o primeiro, com previsão de lançamento no primeiro semestre, ficará localizado em frente à Ufes e bem próximo ao Darwin, e seu VGV será de R$ 180 milhões. O outro, será construído em uma área recém-adquirida pela empresa, próximo à praça do Supermercado Carone com VGV de 100 milhões.
Em Jardim Camburi, o empreendimento previsto para 2026 terá VGV de R$ 150 milhões e ficará localizado na região da Fazendinha.
Além dos projetos em Vitória, a Mivita também se prepara para entrar no mercado de Vila Velha. “Temos áreas em estudo e negociação nas regiões da Praia da Costa, Itapoã e Itaparica, e 2026 poderá marcar nossa entrada no município canela-verde”, adianta André Pretti, CEO da empresa.
Coworking e residencial em Vila Velha
O U.Connect Residence terá unidades studio, apartamentos de 1, 2 e 3 quartos, além de 11 unidades gardenCrédito: Galwan/Divulgação
Já a Galwan, anunciou o lançamento do U.Connect Residence, localizado ao lado da Universidade de Vila Velha (UVV) e do Shopping Vila Velha com uma torre residencial de 29 pavimentos e uma área de coworking de 803 m².
A área residencial terá unidades studio, apartamentos de 1, 2 e 3 quartos, além de 11 unidades garden. Nas áreas comuns e lazer, espaço fitness e gourmet, duas churrasqueiras, playground e brinquedoteca, salão de festas multiuso e piscinas adulto e infantil.
Com foco em famílias e também no público investidor, o empreendimento, em seu memorial de incorporação, será registrado como short stay (aluguel de curta temporada). Todas as áreas comuns e de serviço do empreendimento serão entregues mobiliadas e decoradas. os preços partem de R$ 338.679,10 à vista.
U.Connect Residence
“Não é um projeto arquitetônico voltado para jovens, é a cultura do projeto que é jovem, um ambiente de futuro que estimula o networking e o empreendedorismo”, define o presidente da Galwan, José Luís Galvêas, em apresentação para os corretores.
Já o coworking terá acesso exclusivo por um elevador dedicado e terá recepção e open-plan office, estações multifuncionais, cabines de foco, work lounge e break spot. Além disso, haverá uma área denominada Espaço Arena, uma estrutura que une arquibancada e laboratório de ideias com foco em apresentações, workshops e brainstorms.
No litoral sul
Javé vai lançar seu primeiro empreendimento em IririCrédito: Shutterstock
Saindo da Grande Vitória e indo para o litoral sul, a Javé lança o seu primeiro empreendimento na região: o Moa Praia de Iriri. Localizado no balneário de Iriri, em Anchieta, o lançamento tem foco no alto padrão e terá apartamentos com uma estética praiana.
As áreas comuns vão seguir o conceito de casa de férias e lifestyle de resort, com ambientes integrados, lazer e espaços pensados para convivência, bem-estar e experiências ao ar livre. A arquitetura é assinada por Alexandre Feu, fundador da FEU Arquitetura, escritório referência em condomínios de alto padrão no Rio de Janeiro.
IA para fiscalizar obras não substitui verificação humana
O governo federal lançou o programa Reforma Casa Brasil, que destina R$ 40 bilhões para reformas residenciais, utilizando recursos do Fundo Social do Pré-Sal e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
O diferencial dessa iniciativa é o uso da inteligência artificial (IA) para fiscalizar as obras em escala nacional, substituindo auditorias presenciais pela análise de fotos enviadas pelos beneficiários.
A meta é alcançar 1,5 milhão de famílias, utilizando a tecnologia para viabilizar o monitoramento.
Para o especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino, embora a IA reduza custos e acelere os processos, não substitui totalmente a supervisão humana, pois não consegue validar a qualidade dos materiais ou identificar superfaturamentos.
Claudino alerta para o risco de fraudes, citando problemas registrados em programas habitacionais de outros países da América Latina, como obras incompletas e desvios de recursos. Contudo, ele reforça que, diante da complexidade logística do Brasil, a tecnologia é a única solução viável para garantir a execução da política pública em todos os municípios.
Locação e venda de imóveis comerciais têm alta em novembro
O Índice FipeZap Comercial registrou um aumento de 0,07% nos preços de venda de salas e conjuntos de até 200 m²Crédito: Pressfoto/Freepik
O Índice FipeZap Comercial registrou um aumento de 0,07% nos preços de venda de salas e conjuntos de até 200 m² em novembro de 2025, enquanto o segmento de locação apresentou uma alta de 0,44%. Embora o ritmo de crescimento dos aluguéis tenha desacelerado em relação a outubro (+0,54%), o desempenho mensal superou a inflação medida pelo IPCA (+0,20%) e o IGP-M (+0,27%).
No acumulado de 2025 até novembro, os preços de locação comercial saltaram 8,13%, superior ao crescimento de 2,49% nos preços de venda. Já no mercado de vendas, o incremento médio em 12 meses foi de 2,66%.
O valor médio do metro quadrado comercial encerrou novembro em R$ 8.620 para venda e R$ 49,33 para locação. A rentabilidade do aluguel comercial (rental yield) foi calculada em 7,09% ao ano, superando o retorno médio projetado para a locação residencial (5,94% a.a.), mas ainda abaixo das principais aplicações financeiras de referência.
Bem-estar como luxo no mercado imobiliário
O conceito de wellness real estate está redefinindo o mercado de alto padrão, estabelecendo que o verdadeiro luxo reside no bem-estar, no equilíbrio e na conexão com a natureza.
Essa tendência global, que movimentou US$ 584 bilhões em 2024, reflete uma mudança de mentalidade onde a saúde física e emocional se tornam as prioridades centrais do morar.
No Espírito Santo, uma das empresas que têm investido nesse segmento é a a Invite Inc. consolida. A incorporadora materializa essa filosofia em dois empreendimentos: o Vive Le Vin, em Pedra Azul, e o Manami Ocean Living, em Guarapari. Enquanto o projeto nas montanhas foca na contemplação, no universo do vinho e na arte com mais de 2.000 m² de lazer e bem-estar, o Manami traz o luxo sustentável para a Enseada Azul, oferecendo automação, piscinas privativas e acesso a praias.
“O futuro do mercado imobiliário é focado no viver bem e nós estamos preparados para construí-lo ao lado das pessoas”, avalia o diretor Lucas Peixoto.
Setor de loteamentos encerra 2025 com valorização média de 14% no metro quadrado
Setor de loteamento registra valorização média de até 14% no preço do metro quadradoCrédito: Shutterstock
O setor de loteamentos encerra 2025 registrando altas no VGV acumulado, sendo superior a 20% em algumas situações, e uma valorização média de até 14% no preço do metro quadrado. Em São Paulo, o crescimento das vendas chegou a 20% até setembro, com um estoque baixo que representa 24,3% do total lançado desde 2019.
Para a Associação das Empresas de Loteamento Urbano (Aelo), o sucesso em 2026 dependerá diretamente da redução da taxa Selic e da contenção de gastos públicos. Segundo o presidente da entidade, Caio Portugal, os juros elevados em 2025 reduziram o apetite dos investidores, tornando a responsabilidade fiscal indispensável para destravar novos projetos e fortalecer a geração de emprego e renda no setor produtivo.
No campo regulatório, a entidade adianta que a regulamentação da Reforma Tributária em 2026 será decisiva. Uma das conquistas indicadas para o setor é a redução da alíquota de 50% e o redutor social de R$ 30 mil por lote.
“Temos um ano cheio: eleições e compromissos pela austeridade fiscal, assim como, a Copa do Mundo, que de alguma forma retira a atenção dos consumidores. A entidade continuará atuando junto ao poder público, investidores, empreendedores e consumidores para garantir um mercado saudável, responsável e alinhado às novas demandas das cidades brasileiras”, afirma.