Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Café arábica do ES e portos capixabas: tão perto, mas ainda distantes
Opinião da Gazeta

Café arábica do ES e portos capixabas: tão perto, mas ainda distantes

Não faz sentido que os grãos colhido na Região Serrana ou no Caparaó precisem ser transportados por 500 km até o Rio de Janeiro ou o dobro disso até Santos

Publicado em 17 de Julho de 2026 às 05:00

Públicado em 

17 jul 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

Colunista

Redação de A Gazeta

online@redegazeta.com.br

Plantação de café arábica no município de Pedra Menina-ES, na região do Caparaó
Plantação de café arábica no município de Pedra Menina-ES, na região do Caparaó Roberto Barros/Divulgação

Deveria ser óbvio, mas não é. O caso é que, como mostrou Abdo Filho em sua coluna, apesar de nos últimos anos produtores capixabas exportarem entre 2 milhões e 3 milhões de sacas de café arábica, apenas 500 mil ganham o mundo pelos portos capixabas. 


Um contrassenso para um Estado geograficamente privilegiado e com vocação para o comércio exterior. O mesmo Espírito Santo que almeja ser um hub logístico do país ainda testemunha essa contradição dentro de casa.


É certo que o jogo está virando. Se no passado os terminais capixabas não conseguiam competir com os portos de Rio e Santos pelo descompasso nos investimentos (vale lembrar que até 2023 o Porto de Vitória ainda não havia se tornado a primeira autoridade portuária privada do Brasil), a expansão logística vem também acontecendo de norte a sul do Estado. As perspectivas sobretudo de investimentos privados sinalizam novas oportunidades.


E, para que o café arábica encontre o caminho dos portos capixabas, mais dinamismo e menos burocracia deverão ser as iscas. Passos importantes foram dados, como o primeiro embarque de café realizado pelo Portocel, em Aracruz, em 2024, que surgiu como uma alternativa para os exportadores. Seguindo esse exemplo, o setor portuário capixaba precisa se vender melhor para os produtores locais para viabilizar essas exportações.


Não faz sentido que os grãos colhido na Região Serrana ou no Caparaó precisem ser transportados por 500 km até o Rio de Janeiro ou o dobro disso até Santos, com os portos capixabas prontos para serem a porta de saída daquele que é o produto capixaba mais emblemático. Tão perto, mas ainda tão distantes. É hora de encurtar essa distância que nem deveria existir.

LEIA MAIS EDITORIAIS 

Violência no interior do ES é problema sério a ser enfrentado

Gastos com vereadores no ES: monitorar é proteger o dinheiro público

Férias de julho: o alerta para quem vai pegar a estrada

BR 101: para que deixar para depois o que já pode ser feito

Quantas novas ameaças de tarifaço o Brasil precisa aguentar?

Redação de A Gazeta

Fique por dentro das últimas notícias do Espírito Santo, do Brasil e do mundo com a redação de A Gazeta

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Direção que o governo der sobre gastos públicos pode ter impacto no mercado financeiro de um modo geral
Os supersalários dos “CEOs da administração pública”
Apostas esportivas, bets
A Copa do Mundo e a publicidade das bets
Natan Dias, Samira Pavesi , Vitor Burgo, Milena Almeida e Paulo Künsch
Exposição "A(s)cender" marca reinauguração do Centro Cultural Sesi em Vitória

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados