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Gripe aviária

Governo do ES e entidade criticam suspensão de compra de aves pelo Japão

Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) vê precipitação e se surpreendeu com medida, mas acredita que poderá ser revertida com atuação do governo federal

Publicado em 29 de Junho de 2023 às 13:06

Aline Nunes

Publicado em 

29 jun 2023 às 13:06
Carne de aves
Carne de aves: exportação do Espírito Santo representa 8% da produção local Crédito: Shutterstock
Após o Japão suspender temporariamente a compra de carne de aves produzidas em território capixaba, a Associação de Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) aponta precipitação do país asiático. A entidade local se surpreendeu com a medida, mas acredita que poderá ser revertida com a atuação do governo federal. A princípio, os produtores não estão preocupados com os reflexos dessa restrição. 
O Japão decidiu pela suspensão após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrar o primeiro caso de H5N1 (gripe aviária) em aves de criação para subsistência (consumo próprio), na Serra.  O caso, confirmado na terça-feira (27), se trata de um ganso e um pato, que estavam em uma propriedade que também cria marreco e galinha.
"Nós recebemos essa decisão com surpresa, principalmente pelo fato de já ter sido definido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) que as orientações eram no sentido de que países onde a enfermidade for detectada em aves de subsistência ou em animais silvestres não teriam a suspensão do comércio, apenas em casos registrados na produção comercial", pontua Nélio Hand, diretor-executivo da Aves. 
Ele frisa que o assunto está sendo tratado pelo Mapa e avalia que pode ter ocorrido precipitação ou entendimento equivocado para a decisão do governo japonês. "É interessante ressaltar que essa restrição foi feita de forma regional, apenas o Espírito Santo, e os demais Estados exportadores ou produtores não foram afetados."
Questionado se a restrição do Japão seria motivo de apreensão, pelo risco de afetar a relação comercial do Espírito Santo também com outros países, Nélio Hand diz que, nesse momento, não há preocupação. 
"Nós não nos preocupamos, exatamente em função do trabalho que vem sendo feito pelo Ministério da Agricultura, com auxílio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), junto aos países importadores e, seguindo a linha da Organização Mundial da Saúde Animal, os animais de subsistência e os silvestres não seriam meio de suspensão do mercado", reforça. 

PRODUÇÃO

O Espírito Santo produz, atualmente, cerca de 12 milhões de ovos diariamente e, todos os meses, abate em torno de 11 toneladas de carne de frango. As exportações estão mais relacionadas à carne, que representaram, em 2022, 8% da produção, conforme dados da Aves. 
O secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, critica a decisão do Japão e aponta que, embora o Espírito Santo tenha pequena participação na exportação de carne de frango, em comparação a outros Estados, o comércio externo está aumentando, inclusive com venda para o país asiático. De janeiro a maio deste ano, segundo ele, foram 216 toneladas, que representaram uma receita de US$ 355 mil. Bergoli espera que a atuação do governo federal possa reverter a situação, que classificou como "inadequada e lamentável para a avicultura capixaba e brasileira."
Indicadores de exportação do Comex Stat, que apresenta estatísticas do comércio exterior brasileiro, revelam que o Espírito Santo representa 0,19% do total exportado pelo Brasil no ano passado. No topo do ranking está o Paraná, que, em 2022, teve receita de mais de US$ 3,6 bilhões com a venda de carne de frango. A produção capixaba resultou em US$ 16 milhões. O comércio de ovos é liderado por São Paulo, que exportou o equivalente a US$ 28 milhões. Por aqui, foram US$ 147 mil. 
A Associação de Avicultores conta que os principais compradores de produtos do Espírito Santo estão no mercado interno. De ovos, o Rio de Janeiro fica com a maior fatia (41%), seguido pela Bahia (23%) e o próprio Estado (21%). Em relação à carne de frango, 70% ficam no mercado local. 

MEDIDAS SANITÁRIAS

Nélio Hand ressalta que o setor está seguindo as medidas que estão descritas nos planos de contingência no registro das granjas junto ao Ministério da Agricultura, que é uma legislação por meio de Instrução Normativa 56, de 2007, que destaca que as granjas comerciais são obrigadas a realizar esse registro.
Entre as medidas estão cercamento da propriedade para evitar a entrada de outros animais, controle de acesso de pessoas que não são da área de produção e desinfecção de veículos que acessam as granjas. 
"Todos esses procedimentos vêm sendo intensificados desde o período em que a enfermidade chegou à América do Sul, e nós trabalhamos essas informações de maneira mais intensiva. Quando a enfermidade chegou ao Estado por meio de aves silvestres, o trabalho da Aves foi no sentido de reforçar essas medidas e, agora, esses cuidados continuam sendo redobrados, porque são essas ações de biossegurança que vão proteger os plantéis comerciais", conclui Nélio Hand. 

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