Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Saúde pública

Hospital do ES é opção para nova fase de estudos da polilaminina

Pesquisa sobre eficácia e segurança de substância usada em tratamento de pacientes com lesão medular pode ter o Espírito Santo como polo de apoio
Aline Nunes

Publicado em 

25 fev 2026 às 10:43

Publicado em 25 de Fevereiro de 2026 às 13:43

O Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Heue), em Vitória, poderá ser usado como apoio em nova fase de estudos da polilaminina — substância experimental para tratamento de pacientes com paraplegia ou tetraplegia. O governo do Espírito Santo ofereceu a estrutura de saúde capixaba para ser um polo das pesquisas que visam ao desenvolvimento de medicação para pessoas que sofreram lesão medular. 
"Estamos muito animados tanto com a polilaminina, que tem mostrado resultados promissores, quanto com a possibilidade de o Espírito Santo se tornar um desses locais base para a fase dois das pesquisas", afirma o secretário estadual da Saúde, Tyago Hoffmann, acrescentando que o governo já vem mantendo contato com a equipe de Tatiana Sampaio, professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e líder dos estudos na área, para estabelecerem a parceria.
Hospital Estadual de Urgência e Emergência, (São Lucas), em Vitória
Hospital Estadual de Urgência e Emergência pode ser usado em pesquisas da polilaminina Crédito: Fernando Madeira
No início do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a primeira fase para pesquisa clínica da polilaminina. Essa etapa reúne um pequeno grupo de voluntários e em apenas um hospital, em São Paulo. Só podem receber a substância, dentro da fase clínica, pessoas que tiverem constatadas lesão medular completa, com perda total de sensibilidade e de movimento, com quadros de paraplegia ou tetraplegia, com idades entre 18 e 72 anos. A equipe visa, neste momento, apenas pacientes que tenham sofrido o trauma no prazo máximo de 72 horas, a chamada lesão aguda.
Hospital do ES é opção para nova fase de estudos da polilaminina
Esse momento de análise, que deve durar seis meses, visa constatar a segurança da aplicação, que é feita diretamente na medula do paciente. A depender dos resultados da fase 1 de estudo, o produto poderá avançar para as etapas de fase 2 e 3, cujo objetivo é comprovar a eficácia da polilaminina.
Para a fase dois, segundo explica Hoffmann, a amostragem de pessoas aumenta, assim como o número de hospitais participantes. E é nesse momento que o Espírito Santo poderá ter uma contribuição maior com os estudos. "Colocamos o Estado à disposição da pesquisa, não só o hospital, mas a estrutura da Fapes (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo), nossos pesquisadores. Há também uma possibilidade de contribuição financeira, se houver necessidade", pontua o secretário. 
O Heue — antigo São Lucas — é a opção mais provável por ser referência no atendimento de traumas, inclusive as lesões medulares. Além da cessão da estrutura e de equipes, Hoffmann afirma que o Estado está preparado para contribuir na montagem do protocolo de aplicação da medicação. 
Vale esclarecer que, mesmo antes de a Anvisa liberar os estudos clínicos, pacientes no Espírito Santo e em outros Estados vinham recebendo a aplicação de polilaminina de maneira experimental, mediante autorização da Justiça, e algumas delas apresentaram melhora em movimentos de partes do corpo. 

Reabilitação

Tyago Hoffmann ressalta que a secretaria também começa a se articular para que os pacientes que forem submetidos ao tratamento tenham uma rede de apoio para a recuperação. Ele observa que, mesmo animado com os resultados promissores, é preciso lembrar que a polilaminina deve estar associada a outros tratamentos, como a fisioterapia.
O secretário fez questão de pontuar que a substância ainda está na etapa de pesquisas e também não se trata de um produto milagroso, isto é, não significa que, se aplicado, automaticamente o paciente voltará a ter os movimentos. É necessário passar pela reabilitação. 
Por essa razão, a ideia de Hoffmann é reunir os secretários municipais de saúde para discutir estratégias de atendimento a esse público. Embora o Estado disponha do Crefes como referência, a unidade de reabilitação está situada em Vila Velha e não seria viável para um acompanhamento mais sistemático dos pacientes. 
"Vamos conversar com os prefeitos e os secretários porque será preciso treinar e capacitar equipes nos municípios para que os pacientes tenham um polo de atendimento próximo de suas casas. Uma rede estruturada de apoio e acolhimento, tanto clínico quanto de reabilitação", explica. 
Sobre a participação do Espírito Santo na próxima etapa de pesquisas, Hoffmann afirma que o governo deverá tratar do  tema durante a visita de Tatiana Sampaio e sua equipe ao Estado nesta quinta-feira (26), quando será homenageada pelo governo e vai receber a comenda Jerônymo Monteiro
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Solange Couto e Alberto Cowboy deixam rivalidade de lado para criticar Ana Paula
Imagem de destaque
Babu e Milena tomam chamada da produção após tramarem contra rivais
Imagem de destaque
Como Vitória reduziu em mais de 50% os crimes violentos?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados