Caio Mota de 28 anos foi preso na operação para encontrar os autores dos tiros que mataram quatro pessoas, sendo três de uma mesma família, em Flexal II, Cariacica, no sábado (23). Na ocasião, a polícia também prendeu um outro suspeito identificado como Daniel Inácio Schnidel Bernardo, de 31 anos, por tráficos de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, o homem de 28 anos foi autuado em flagrante por quatro homicídios duplamente qualificados e por tentativa de homicídio duplamente qualificada. Já o suspeito de 31 anos foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Os dois foram encaminhados ao sistema prisional.
Segundo o tenente-coronel Padro, em coletiva na tarde deste domingo (24), um dos suspeitos foi detido pelo Batalhão de Missões Especiais (BME) e outro pela viatura do 7º Batalhão. Durante as diligências, equipes da Polícia Militar também apreenderam drogas e uma arma de fogo, que será submetida à perícia balística para verificar se foi usada na chacina.
A PM continua as buscas por outros envolvidos, incluindo um líder do tráfico, que seria foragido do sistema prisional desde o último Natal.
Os quatro mortos foram identificados como pessoas que se posicionariam abertamente contra o tráfico. Três delas eram da mesma família: Hélio da Silva Souza, de 58 anos, e o filho dele Gean de Castro Souza, além de Ruan Carlos da Silva Ribeiro, genro de Gean. Já o quarto assassinado é Carlos Daniel Rocha dos Santos, um amigo das vítimas.
Um quinto indivíduo – que não terá o nome revelado por motivos de segurança – levou um tiro no peito, mas conseguiu ser socorrido com vida para um hospital.
O assassinato
O crime aconteceu na tarde de sábado, quando homens armados invadiram um terreno onde cinco pessoas realizavam corte de madeira e efetuaram diversos disparos.
Entre os mortos estão três homens da mesma família (pai, filho e genro) e um amigo das vítimas, segundo informações apuradas pela repórter Priciele Venturin, da TV Gazeta, junto à Polícia Civil. Um outro homem baleado no peito foi socorrido com vida e encaminhado para um hospital da Grande Vitória.
De acordo com o tenente-coronel Prado, a família atuava na limpeza do terreno, algo que atrapalha o tráfico usar o espaço como esconderijo de entorpecentes.
Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que o ataque tenha sido motivado por uma represália ligada ao tráfico de drogas na região, após um desentendimento ocorrido horas antes do crime.
O terreno onde o crime aconteceu pertence ao Ministério Internacional Resgatado para Contar (MIRC Brasil), organização que desenvolve projetos sociais e ações comunitárias na região. Responsável pela iniciativa, o pastor Sidney Pereira de Souza e Silva, conhecido como pastor Sinei, explicou que uma pessoa pediu para cortar a estrutura de uma árvore no local para fazer móveis. Ele gravou um vídeo se posicionando sobre o ocorrido (veja abaixo).
Após o ataque, parentes das vítimas estiveram no local da chacina. Abalados, eles preferiram não gravar entrevista.
A polícia chegou a realizar buscas pelos suspeitos em locais próximos ao crime, que mobilizou moradores da região. Logo depois dos tiros, os autores teriam fugido por uma escadaria que dá acesso ao campo do Apolo, área apontada como de intensa movimentação do tráfico.
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