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Período de reprodução

Proibida a cata e venda de sururu-de-costão até dezembro

Período de defeso começou nesta terça-feira (1º) e busca proteger a reprodução e os estoques naturais da espécie

Publicado em 01 de Setembro de 2026 às 16:09

Estefany Benachio

Publicado em 

01 set 2026 às 16:09
Durante o meses de proibição, a orientação é não coletar, comprar ou comercializar o molusco Fernando Madeira

O Sururu-de-costão (perna-perna) entra no período de defeso a partir desta terça-feira (1º). Até o dia 31 de dezembro, ficam proibidos a extração, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização da espécie. 


A medida vale para a faixa costeira entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul e tem como objetivo proteger o período de reprodução do molusco e contribuir para a manutenção dos estoques naturais.


Em Vitória, a prefeitura, por meio da Gerência de Educação Ambiental (GEA) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), realiza uma campanha de conscientização voltada a pescadores, comerciantes e consumidores. 


A orientação é que, durante o período de defeso, a população não compre nem consuma o sururu-de-costão e fique atenta à procedência do produto. Segundo a prefeitura, a redução da procura também contribui para desestimular o comércio ilegal da espécie.


A proibição é estabelecida pela Instrução Normativa do Ibama nº 105/2006. O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação ambiental, incluindo multa e apreensão do produto.

Importância da proteção do sururu 

O mexilhão exerce uma função importante no ecossistema marinho, além de integrar a cadeia alimentar e servir de alimento para outros animais. A retirada excesssiva pode afetar toda a comunidade de organismos que vive nesses ambientes. 


Segundo a médica-veterinária da Semmam, Ana Ramos, o respeito ao período de reprodução permite que o ciclo reprodutivo aconteça com menor pressão, contribuindo para a renovação dos estoques naturais e o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.


“Quando respeitamos o período de reprodução, damos à espécie a oportunidade de se renovar e contribuímos para a conservação dos costões rochosos. Por isso, o defeso não deve ser visto apenas como uma proibição, mas como uma medida necessária para garantir a continuidade da vida marinha e o uso sustentável dos recursos naturais”, explica.

Para denúncias de casos de extração ou comercialização ilegal 

Disque-denúncia 181

O anonimato é garantido e o funcionamento é 24h, todos os dias da semana. O serviço também está disponível no site www.disquedenuncia181.es.gov.br


Em Vitória, as denúncias também podem ser feitas à Gerência de Fiscalização Ambiental da Semmam pelo Serviço Fala Vitória, por meio do telefone 156.

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