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Abdo Filho

"Juro alto põe enorme pressão sobre o varejo", reclama presidente da Fecomércio-ES

Idalberto Moro está bastante preocupado com o setor varejista do Espírito Santo. A inadimplência dos empresários do segmento está acima de R$ 1 bi

Publicado em 31 de Agosto de 2026 às 03:00

Públicado em 

31 ago 2026 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Muitas lojas estão de portas fechadas na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória Ricardo Medeiros

O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio) do Espírito Santo, Idalberto Moro, está bastante preocupado com o lado varejista do setor. O Comércio, no Estado, vem em franca expansão, mas o que está puxando são os grandes atacadistas e distribuidores - empurrados pelo comércio eletrônico e responsáveis pela ocupação dos enormes centros logísticos que não param de sair do papel na Grande Vitória. Por outro lado, boa parte das lojas de rua, principalmente as de menor porte, estão em sofrimento. As elevadíssimas taxas de juros e a concorrência com o e-commerce são os principais fatores da crise que assombra o setor.

"Não temos notícia de empresas capixabas de renome no varejo em situação problemática como a que estamos vendo na Casas Bahia, mas isso não significa dizer que não temos problemas. Pelo contrário. O varejo sofre demais com o juro alto e com o ataque feroz do e-commerce. Estamos muito preocupados com a situação. Ao mesmo tempo que os custos estão mais elevados, você está perdendo clientes para os novos entrantes. Situação delicada, que merece a atenção de todos, afinal, são milhares de empresários e trabalhadores nessa situação", assinalou Idalberto Moro.

Pelas contas dos economistas da Fecomércio, 136 mil empresas de comércio do Espírito Santo estão inadimplentes em R$ 1,3 bilhão, perto das máximas históricas. "Só contabilizamos inadimplência superior a 60 dias. Claro que a maior parte desse volume é de microempreendedor, cerca de 90%, mas, se formos olhar, são mais de 10 mil empresas de pequeno e médio porte em dificuldades sérias no Estado", acrescentou o dirigente.  

Os juros altos, importante lembrar, complicam a vida tanto do cliente, que precisa de crédito para comprar uma geladeira, por exemplo, e complicam também a situação do empresário, que passa a ter um custo financeiro maior para manter o seu estoque. "Reduzir juro de maneira sustentada é questão fundamental para a economia brasileira. Que precisa ser resolvida sem os populismos que vimos em passado recente, que não resolvem. Mas o governo também precisa também observar esse projeto do fim da escala seis por um, que onera muito o comerciante, e olhar para o fim da chamada taxa das blusinhas, que liberou a entrada de importados no Brasil em uma concorrência desleal. É um conjunto de coisas bem ruins que colocam a estabilidade em xeque. Precisamos fugir do populismo e enfrentar um problema que é grave", finalizou Idalberto Moro.  

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Abdo Filho

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Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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