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Letícia Gonçalves

"Pazoguinha": Pazolini abraçou mesmo a candidatura da filha de Magno

Candidato ao governo do ES apoia Maguinha Malta para o Senado e foi às ruas ao lado da aliada

Publicado em 25 de Agosto de 2026 às 04:00

Públicado em 

25 ago 2026 às 04:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Evair de Melo, Maguinha Malta e Pazolini
Evair de Melo, Maguinha Malta e Pazolini em ato de campanha em Vitória, no domingo (23) Instagram/@lorenzopazolini
Candidato ao governo do Espírito Santo, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) entregou ao PL, leia-se ao senador Magno Malta, espaços nobres na chapa. O PL indicou a vice, Eliane Leal, e ainda conseguiu emplacar Maguinha Malta, filha de Magno, como candidata ao Senado apoiada por Pazolini.

Assim, o ex-prefeito amarrou o PL na coligação, ampliou o tempo de exibição no horário eleitoral e arregimentou potenciais cabos eleitorais, que são os candidatos a deputado federal e deputado estadual da sigla bolsonarista.

Mas uma dúvida ainda estava no ar: será que Pazolini, na prática, abraçaria a candidatura de Maguinha?

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Ele chegou, sim, a declarar apoio a ela. Mas esse endosso poderia ser apenas formal, sem o engajamento real do ex-prefeito.

No domingo (23), a resposta ficou bem clara: a parceria Pazoguinha veio aí. 

Pazolini foi às ruas de Vitória ao lado da aliada e também do deputado federal Evair de Melo (Republicanos), o outro candidato a senador da chapa.

Não foi a primeira agenda de rua dos três juntos, mas a que mais chamou a atenção até agora.

Evair, Maguinha e Pazolini saíram em carreata lado a lado, no mesmo carro e com Maguinha bem visível ao lado do ex-prefeito enquanto um trio elétrico anunciava os nomes e números de urna dos candidatos.

Eles também desceram do veículo e cumprimentaram eleitores a pé. Mais uma vez, juntos.

Tudo registrado nas redes sociais.

Ou seja, Pazolini não está "escondendo" Maguinha e/ou seu vínculo com o PL.

Parece óbvio, já que a aliança foi selada. Mas poderia não ser bem assim. 

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Afinal, Magno conta com o apreço dos integrantes da direita radical, mas ao mesmo tempo sofre forte rejeição do eleitorado.

"Pazolini deu a palavra (de que trabalharia pela eleição de Maguinha) e vai cumprir", observou um correligionário do ex-prefeito.

Isso não quer dizer que Pazolini vai se vestir dos pés à cabeça com as cores do bolsonarismo, apesar da camisa da Seleção que já ostentou.


É pouco provável também que o ex-prefeito use a imagem de Magno Malta na campanha. 

A questão é que Maguinha é muito semelhante, física e ideologicamente, ao pai. 

E mais: o material de divulgação da candidata conta com a foto do senador. Pazolini pregou o adesivo na camisa no domingo. Ou seja, estava com Maguinha e Magno no peito.

De forma que caminhar com a candidata ao Senado é praticamente dizer: "Estou com Magno", assumindo os prós e os contras da declaração.

RECALCULOU A ROTA

Nos bastidores da campanha do ex-prefeito e mesmo entre integrantes do PL a percepção é que, inicialmente, o senador avaliou que não seria preciso se aliar a um candidato ao governo para alavancar o nome de Maguinha.

A aura do número de urna 22, do PL, bastaria. 

A eleição de 2024, porém, mostrou que isso não é verdade.

Naquele ano, o Partido Liberal lançou 50 candidatos a prefeito no Espírito Santo. Recorde entre todas as siglas no estado.

Elegeu apenas cinco. Em Domingos Martins (Edu do Restaurante), Ibatiba (Dr. Luis Pancoti), Muqui (Camarão), Santa Maria de Jetibá (Ronan Fisioterapeuta) e São Gabriel da Palha (Tiago Rocha).

A postura do PL estadual era de isolamento. Até o Republicanos de Pazolini foi rejeitado, tratado como uma legenda "de esquerda" por Magno.

De lá para cá, PL e Republicanos se reaproximaram, tanto que estão agora na mesma coligação e de mãos dadas nas ruas e nas redes.

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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