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Vilmara Fernandes

Operação Telic: liderança do PCV foragida foi solta há 7 dias pela Justiça

O homem é ainda réu em outro processo, junto a mais três pessoas, sob acusaçao de dois homicídios e uma tentativa de assassinato

Publicado em 12 de Junho de 2026 às 15:20

Públicado em 

12 jun 2026 às 15:20
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Operação Telic e Messis / Gaeco MPES
Camilly Napoleão com Adobe Firefly / Divulgação MPES

Dos oito alvos da Operação Telic, realizada na manhã desta quinta-feira (11), seis são importantes lideranças da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). Um deles havia sido preso recentemente, mas foi liberado em audiência de custódia há uma semana e agora está foragido.


Contra ele, há um novo mandado de prisão obtido na investigação que resultou na quarta fase da operação, cujo foco é identificar as ações delituosas de integrantes do PCV que atuam na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.


O foragido tinha sido preso no dia 2 de junho, junto com outro criminoso, com armas e munições, mas foi solto no dia 6. Na ocasião ele já era réu em outro processo,  junto a mais três pessoas, sob acusaçao de dois homicídios e uma tentativa de assassinato.


Cimes que teriam sido cometidos por ordens de Cleuton Gomes Pereira, o Frajola, a principal liderança da facção na região de Terra Vermelha, e que foi transferido em 13 de abril para presídio federal em Porto Velho, Rondônia, após intensos ataques realizados na região.


Segundo as investigações do Gaeco, seis alvos da operação desta quinta-feira (11) ocupam um elevado nível de coordenação e gerência no tráfico de drogas e armas, além de atuarem na execução de rivais. São pessoas de confiança de Frajola.


Alguns deles lideram as ações de dentro dos presídios. Foram obtidas provas de tráfico de drogas, organização criminosa, aquisição e porte de armamentos e munições, além de outras ações violentas praticadas pela gestão do grupo. As lideranças enviariam  ordens de dentro das unidades prisionais por meio de mensagens que seriam repassadas por familiares e advogados. 


As determinações são recebidas e cumpridas pelos integrantes da organização criminosa que estão em liberdade, cada qual com sua função. Uma dessas mensagens foi apreendida na fase anterior da operação com um dos advogados detidos, no momento em que ele se preparava para realizar atendimentos em uma unidade prisional. Ele transportava, escondidos na meia, bilhetes com ordens das lideranças (conhecidos como "catuques").


Um dos detidos durante a operação também já tinha sido condenado por tentativa de homicídio qualificado e responde a outra ação penal por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele também havia saído da prisão por decisão judicial. Há outro foragido que possui condenação por tráfico e é alvo de mais uma ação penal. 


Mulheres


A lista inclui ainda duas mulheres (uma delas foragida), que são companheiras de líderes do PCV já presos. As informações obtidas são de que elas utilizavam até mesmo as visitas íntimas para transmitir aos presos conteúdos de interesse da organização criminosa e repassar informações destinadas à gestão do tráfico.


Durante a operação, foram apreendidos armas, drogas, carregadores e dezenas de celulares. Dos oito alvos, quatro estão foragidos, incluindo uma mulher.


Os mandados de prisão foram autorizados pela 7ª Vara Criminal de Vila Velha. Além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central), atuaram na operação diversos setores da Polícia Militar.


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Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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