A médica Lívia Vasconcelos (PSD), primeira-dama de Colatina,
não será candidata a nada nas eleições deste ano. Ela vai se dedicar à família,
aos seus dois filhos pequenos, à carreira e à reconstrução do PSD Mulher no
Espírito Santo.
“Eu fiz um juramento de cuidar de pessoas, acho que por isso
a política me atraiu tanto. Nesse momento, devo olhar para minha família. Meu
filho tem 3 anos e tenho uma bebê de 1 ano. Cuidarei do PSD Mulheres.”
Ela avisa, porém:
Não é um adeus à política, é o início da minha caminhada.
Lívia Vasconcelos (PSD), presidente do PSD de Colatina
Casada com Renzo Vasconcelos, prefeito de Colatina e presidente
estadual do PSD, Lívia tem 31 anos, é cirurgiã-geral e oncológica. Tem
mestrado e doutorado em Ciências da Saúde. Também é professora de Medicina,
além de produtora rural.
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“Tenho compromisso com o PSD de fortalecer o partido,
principalmente o PSD Mulher, que viverá uma nova fase de construção no Estado. Tudo
que faço é de coração e com 100%de foco, por isso decidi iniciar a construção
desde já”, afirma a primeira-dama.
Ela também garante que estará “100% envolvida na campanha
dos candidatos do PSD”, o que inclui a do deputado Sérgio Meneguelli ao Senado.
O anúncio de Lívia concretiza uma tendência: era mesmo muito
difícil que ela conseguisse se candidatar, pois suas opções ficaram muito limitadas
e arriscadas.
Lívia esteve muito perto, por um fio de cabelo, de se tornar
candidata a vice-governadora na chapa do ex-prefeito de Vitória Lorenzo
Pazolini (Republicanos). Este chegou a lhe convidar e ela mesma admitiu, em entrevista,
que gostaria de ter ocupado esse lugar.
O acordo entre o PSD de Renzo e o Republicanos de Pazolini
chegou a ser preestabelecido. Na noite de 4 de agosto, véspera do fim do prazo
das convenções partidárias, todos foram dormir com este encaminhamento: o PSD
entraria na coligação do Republicanos, e Lívia seria a vice de Pazolini.
Neste arranjo, porém, não caberia a candidatura de Sérgio
Meneguelli (PSD) ao Senado, já que, na coligação de Pazolini, as duas candidaturas
já estavam preenchidas, por Maguinha Malta (PL) e Evair de Melo (Republicanos).
No dia 5, último dia do prazo, o acordo foi revisto e Renzo, marido de Lívia,
decidiu bancar a candidatura de Meneguelli ao Senado, em uma chapa majoritária independente
(apenas com Meneguelli candidato e sem partidos coligados).
Na convenção do PSD, a poucas horas do fim do prazo, Renzo
anunciou, ainda, a neutralidade formal do partido na eleição para governador.
Lívia, assim, acabou “sobrando”, e sua candidatura a vice subiu no telhado.
Diante desse cenário, o que lhe restou? Chegou-se a cogitar
a primeira suplência de Meneguelli na chapa dele ao Senado, mas, com 31 anos, ela
não tem a idade mínima exigida pela Constituição para um cidadão brasileiro
poder ser candidato a senador ou suplente (35 anos na data da posse).
Ser candidata a deputada estadual ou federal chegou a entrar
no radar. Mas a verdade é que as chapas proporcionais do PSD ficaram pouco
muito pouco competitivas. Na ata da convenção, já havia muito poucos
candidatos.
Nos últimos dias, ainda houve uma debandada. Na chapa
estadual, por exemplo, os ex-prefeitos de Linhares, Bruno Marianelli, e de
Guarapari, Edson Magalhães, desistiram de disputar.
Lívia afirma que a chapa federal do PSD está mantida e será registrada. Mas o fato é que também está fraca. Se ela figurasse nessa chapa, como possível puxadora de votos, poderia testar seu verdadeiro potencial nas urnas.
Mas, mesmo que ela obtivesse uma Colatina de votos, não seria suficiente
para se eleger, pois a chapa muito dificilmente atingiria o quociente eleitoral
para fazer um deputado federal.
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