Empregados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal vão entrar em greve por tempo indeterminado, a partir desta quinta-feira (10), no Espírito Santo. A paralisação foi confirmada após os bancários dessas duas instituições rejeitarem a proposta de convenção coletiva de trabalho apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Já empregados de bancos privados, do Banestes e do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) decidiram aceitar o acordo coletivo e suspenderam a paralisação. Assim, esses bancos funcionarão normalmente nesta quinta (10). A proposta apresentada pelos bancos prevê reajuste de 0,6% em 2026 e 2027, além da reposição da inflação sobre salários e vales-refeição e alimentação.
Veja abaixo a situação dos bancos após assembleias realizadas pelos bancários.
Em assembleia realizada nesta quarta-feira (9), 75% dos empregados presentes votaram pela aprovação da proposta da Fenaban. Outros 24% foram contrários ao acordo e 1% se absteve.
Com a decisão pela suspensão da greve, os bancários retomam as negociações específicas com o Banestes nesta quinta-feira (10), juntamente com o Bandes. Na última rodada, o sindicato rejeitou a proposta do banco de reajuste de 0,2% acima da Fenaban (0,6%).
Os bancários rejeitaram, com 64% dos votos, a proposta geral da Fenaban. Apesar disso, houve empate na votação do acordo coletivo específico. Dessa forma, os bancários do BNB foram convocados para nova assembleia nesta quinta-feira (10), a partir das 20 horas, por meio do sistema de votação on-line do sindicato.
A proposta de acordo apresentada pela Caixa foi rejeitada com 96% dos votos no Espírito Santo. Além disso, os bancários também negaram a convenção apresentada pela Fenaban, com 83% dos votos.
Segundo o diretor do Sindibancários-ES, Ronan Teixeira, a proposta não alcança o nível que os trabalhadores desejam. Os bancários rejeitaram mudanças nos critérios mais objetivos para pessoas com deficiência (PCDs), possibilidade de adequações relacionadas à modalidade de trabalho e de redução de até 25% da jornada para realização de tratamento durante o horário de trabalho. Também negaram a ampliação de ausências permitidas e a desvinculação da promoção por mérito do Alcance Caixa.
Por fim, não aceitaram mudanças no Saúde Caixa, como: aumento da contribuição do titular de 3,5% para até 4,5% da remuneração-base, a depender da faixa etária; a mensalidade por dependente sobe de R$ 480 até R$ 660, a depender da faixa etária; teto de comprometimento da renda familiar aumenta de 7% para 9%; dependentes indiretos, incluindo filhos de 21 a 27 anos, ficam fora do teto familiar; entre outras alterações.
A proposta da convenção foi rejeitada com 64% dos votos no Espírito Santo. O acordo coletivo específico apresentado pelo banco foi recusado por 72% dos bancários presentes à assembleia.
A diretora do Sindibancários, Nathalia Gallini, disse que, durante dois meses, houve 11 mesas de negociação em que as propostas apresentadas foram consideradas insuficientes.
Alguns dos principais pontos rejeitados foram: o abono-ausência no dia 31 de dezembro de 2026; a ampliação da licença-paternidade dos atuais 20 para 35 dias, para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do acordo; elevação do auxílio para filhos com deficiência, de R$ 760,48 para R$ 874,55.
O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban assinaram a convenção coletiva de trabalho nesta quarta (9). Portanto, as agências dos bancos privados abrem normalmente nesta quinta-feira (10) em todo o país.