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Entrevista na TV Gazeta

Ricardo promete concluir hospitais, combater facções e restringir publicidade de bets

Propostas para um novo mandato foram feitas pelo candidato à reeleição durante entrevista no Gazeta Meio Dia, nesta segunda-feira (14)

Publicado em 14 de Setembro de 2026 às 16:15

Leticia Orlandi

Publicado em 

14 set 2026 às 16:15
Ricardo Ferraço, candidato ao governo do ES, durante entrevista no Gazeta Meio Dia
Ricardo Ferraço, candidato ao governo do ES, durante entrevista no Gazeta Meio Dia Fernando Madeira

Conclusão de hospitais que podem abrir mais 800 novos leitos para a população, investimento em tecnologia para combate a facções criminosas e até estudo para restrição de publicidade de bets em espaços públicos do governo do Estado


Essas foram algumas das promessas feitas pelo governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB)candidato à reeleição, na entrevista à TV Gazeta na série de sabatinas com os candidatos ao governo do Espírito Santo, durante a edição desta segunda-feira (14) do Gazeta Meio Dia.  


Ao longo da entrevista, Ricardo detalhou suas principais promessas para os próximos quatro anos caso seja reeleito governador do Estado. Ele também falou sobre educação e mobilidade urbana na Grande Vitória, além de supersalários, da crise do Supremo Tribunal Federal (Apex) e do caso Apex.


Na área da saúde, Ferraço comprometeu-se a concluir a obra do Complexo de Saúde de São Mateus, no Norte do Estado, e do Novo Hospital Geral e Maternidade de Cariacica, prevendo que as duas estruturas, somadas, colocarão cerca de 800 novos leitos à disposição da população até 2027. As obras foram iniciadas durante gestão do ex-governador Renato Casagrande (PSB), que renunciou ao cargo em abril para concorrer ao Senado, também nas Eleições 2026. 


Ricardo reafirmou ainda a entrega do Novo Hospital do Câncer, em Cachoeiro de Itapemirim, construído em parceria com o Hospital Evangélico, e a contratação das obras de reconstrução do Hospital Sílvio Avidos, em Colatina.


Na segurança pública, o governador falou sobre os desafios no combate às facções criminosas e sustentou que as forças de segurança mantêm o domínio territorial em todo o Estado. 

A segurança pública é um desafio permanente, e nós vamos continuar fazendo os investimentos que estamos fazendo em integração, em meios, em condições, em tecnologia, em inovação, para que a gente possa continuar trabalhando até que o Espírito Santo possa ser um dos Estados mais seguros do Brasil. Podem acreditar nisso

Ricardo Ferraço (MDB), governador do ES, candidato à reeleição

Como investimento no setor, destacou a incorporação de 3.650 novos policiais militares até o final de 2026, além de concurso em andamento na Polícia Civil para 1052 vagas de investigadores e oficiais, acompanhado da autorização para contratar 35 novos delegados. 


Sobre os impactos causados pelo avanço das apostas digitais (bets), o candidato classificou o vício nos jogos como um grave problema de saúde e organização familiar. 


Como medida no âmbito estadual, Ricardo disse que o governo estuda proibir a promoção e publicidade de bets em espaços públicos estaduais. No plano federal, defendeu uma regulação nacional rigorosa e comprometeu-se a articular a pauta com a bancada parlamentar do Espírito Santo em Brasília e ao seu partido.


Ainda no âmbito das propostas, na área da educação o candidato destacou a ampliação da rede de ensino integral, que saltou de 32 para 232 unidades na atual gestão, com previsão de chegar a 252 escolas em tempo integral até o fim de 2026. E assumiu a meta de atingir 100% de oferta de escolas integrais no estado.


Ao tratar da mobilidade na Grande Vitória, o mandatário pontuou que a frota de veículos na região cresceu 40% nos últimos dez anos, enquanto a população aumentou 10%. Para aliviar o trânsito, citou as obras do corredor metropolitano na Avenida Carlos Lindenberg (interligando Vila Velha e Cariacica) e o corredor metropolitano norte na Serra (Avenida Mestre Álvaro, antiga BR 101). 


Prometeu ainda o alargamento da Segunda Ponte, que passará de quatro para cinco faixas de rolamento. O candidato prometeu também a continuação da expansão do sistema Aquaviário, ao mencionar a implantação de um novo terminal na Ilha das Caieiras, em Vitória.

Caso Apex

Questionado sobre a crise financeira na Apex, empresa na qual já teve participação societária e que registra prejuízo estimado em quase R$ 1 bilhão, Ricardo Ferraço enfatizou que não existe qualquer aplicação de dinheiro público na instituição. O candidato explicou que se desligou da sociedade empresarial no momento em que assumiu o cargo de vice-governador do Estado, em 2023. 


O atual governador declarou apoio às apurações conduzidas pelo Ministério Público Estadual, pelo Ministério Público Federal e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Sobre a fatia de 3% mantida por seu filho na empresa, afirmou confiar em sua boa-fé e inocência, ressaltando que, se qualquer responsabilidade for apurada, ele não terá nenhum tipo de privilégio perante a lei.

Ricardo Ferraço, candidato ao governo do ES, durante entrevista no Gazeta Meio Dia
Ricardo Ferraço, candidato ao governo do ES, durante entrevista no Gazeta Meio Dia Fernando Madeira
Crise no STF

Sobre a crise em Brasília envolvendo o Judiciário, o candidato fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), avaliando que a Corte tem se excedido e assumido atribuições que pertencem a outros Poderes. 


Para reestruturar o funcionamento do tribunal, ele defendeu a fixação de mandatos com tempo determinado para os ministros e o fim de decisões monocráticas individuais. 


Além disso, afirmou que o Senado Federal já deveria ter aberto o processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes para averiguar as denúncias apresentadas.


"Ministro do Supremo Tribunal Federal não está acima da lei, como qualquer um de nós precisamos estar disciplinados pela lei maior, que é a nossa Constituição Federal", defende.

Disputa presidencial

Sobre o posicionamento na eleição para a Presidência da República, Ricardo Ferraço evitou declarar apoio formal a um nome específico e afirmou que sua atuação se mantém "ao lado do Espírito Santo". 


O candidato argumentou que não cabe ao governador fazer oposição ao governo federal nem submeter o Estado a "brigalhada ideológica", declarando-se preparado para governar em parceria com qualquer presidente eleito nas urnas pela população brasileira.


"Nós não pretendemos submeter o Espírito Santo à brigalhada ideológica. A minha avaliação é que uma casa dividida, ela não prospera", respondeu.

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