Crônica O tempo não existe, mas insiste em desfilar nesta crônica Que prazer não controlar o tempo que a rigor não existe, é apenas uma manipulação autoritária da realidade
Pra que tanta pressa? A vida perde o sentido se a vivemos com afobação e pressa Pessoas só não têm pressa nas redes sociais. Aí ficam horas e horas, perdendo tempo com a vida alheia, com vídeos de bobagens e com mensagens de ódio
Crônica Na ponta da língua: todo o conhecimento (inútil ou não) que acumulamos na vida Viver é uma eterna prova de vestibular. A gente acha que está bem preparado porque estudou muito, teve bons professores, mas existem sempre buracos negros pelo caminho
Comportamento Salve-se quem puder: um guia para fugir da bandidagem na Grande Vitória Até uma chegadinha na padaria do bairro é mais perigosa do que xingar a mãe do guarda. E os ladrões não brincam em serviço
Só frases O resumo do mundo para principiantes O grito “Terezinha!!!”, se bem gritado, representa a vida, a paixão e a morte do multimídia Chacrinha, o Abelardo Barbosa, que esteve com tudo e não esteve prosa
Crônica Tô certo ou tô errado de me incomodar com quem diz "com certeza"? Uma pena que, por força de um possível habeas corpus dos malabaristas do vernáculo, permaneçam em uso alguns sinônimos do tipo “então, tá”
Sobre a morte Um beijo para o Gordo e um golaço de Neymar Neymar, uma excelência no futebol e na arte, inverteu a saudação que Jô Soares fazia com o bordão “um beijo do Gordo” e escreveu uma mensagem no próprio antebraço: “Um beijo no Gordo”
Vitória Boate no Saldanha, leão do Parque Moscoso e muito mais: onde vocês se meteram? A cidade andou registrando, aqui e ali, outros surpreendentes desaparecimentos. A começar pela Pedra dos Dois Ovos, colada ali no Penedo. Um ovo sumiu
Crônica A pianista de Cuba e o maldito si bemol Olho para o piano – amor antigo – mas não me sai da cabeça a violência da minha última professora. Eu estudava na casa dela. Ela ficava cuidando dos afazeres domésticos e, volta e meia, chegava junto para me corrigir
Movidos a curtidas A imensa exposição pessoal nas redes sociais é mesmo uma forma de comunicação? A mim me parece que o século XXI tem, nas redes sociais, uma espécie de avatar dos sofás de psicanalistas, imprescindíveis e obrigatórios às neuras do século XX