Esta sexta-feira (28) foi marcada pela estreia dos
candidatos ao Senado pelo Espírito Santo no horário eleitoral – isto é, daqueles
que têm direito a aparecer no rádio e na TV e mandaram suas mídias a tempo para a Justiça Eleitoral. Abaixo, trazemos os destaques do
programa de estreia de cada um, por ordem de aparição.
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Renato Casagrande
(PSB)
Destaque para seu portfólio de feitos como governador entre
2019 e abril deste ano: “O Espírito Santo mudou”. “Hoje o Estado é respeitado
no Brasil”. “Chegamos até aqui colocando o Espírito Santo acima das diferenças
políticas”. O ex-governador afirma que fará o mesmo no Senado.
O programa cita, por exemplo, o fim do pedágio na Terceira
Ponte e a reimplantação do sistema aquaviário na Baía de Vitória. Finaliza com
o jingle: “Tá pensando que acabou? Acabou
nada!”
Rose de Freitas (MDB)
A ex-senadora é apresentada como uma “mulher de coragem e
trabalhadora”, que já “fez entregas em cada município e canto do Estado”. “O povo
capixaba fez uma convocação”, diz o locutor. “Aceitei essa convocação”,
responde a candidata. Na TV, ela também destaca investimentos que garantiu para
cidades capixabas em seus mandatos anteriores no Congresso.
O programa é encerrado com o inesgotável jingle da emedebista
(“Rá-ré-ri-ró-Rose”), composto por Carlos Papel e resgatado para esta campanha.
Sérgio Meneguelli
(PSD)
No rádio, programa não exibido na hora do almoço. Na TV, o
deputado estadual aparece no vídeo a empurrar a sua característica bicicleta,
com uma batida de samba ao fundo, enquanto diz seu texto.
Fazendo questão de mencionar a “quase derrubada” que sofreu
pouco antes deste pleito (após a derrubada efetivamente sofrida em 2022), o ex-prefeito
de Colatina buscou se apresentar como um “candidato antissistema”:
“Tentaram novamente me impedir, mas não me impediram. Agora sou
candidato ao Senado, contra um sistema corrompido. Eu não tenho grupos me apoiando.
Sou um candidato do povo”.
Marcos do Val
(Avante)
O programa do candidato à reeleição não foi ao ar no rádio,
na hora do almoço. Na TV, como ele tem pouquíssimos segundos, só deu tempo de dizerem
“Do Val”.
Wellington Callegari
(DC)
Também com pouquíssimos segundos, o deputado bolsonarista se
apresenta como o candidato ao Senado que vai “combater ditadura de toga” e
lutar por “anistia já”.
Fabiano Contarato
(PT)
O candidato à reeleição salienta sua trajetória de 27 anos no
combate ao crime como delegado da Polícia Civil: “Foi assim que aprendi o que
me move: a empatia. Foi justamente isso o que eu levei para o Senado”.
Além de entregas do atual mandato, Contarato põe em primeiro
plano a pauta da segurança pública. “Durante os últimos oito anos, defendi no
Senado a pauta da minha vida.”
O programa inclui trechos de discursos duros em que ele, de
certo modo, subverte aquela ideia de que a esquerda não se importa com o tema e
protege ou condescende com bandidos enquanto ignora ou até condena policiais.
“Direitos humanos é também para atender as famílias dos
policiais que são alvejados em confrontos!”
Maguinha Malta (PL)
Disparadamente, a candidata do PL protagonizou a estreia
mais surpreendente no horário eleitoral. Nada de discurso ideológico, muito
menos religiosidade, nem menção a alguma das pautas típicas do bolsonarismo.
Caminhando pelas margens da rodovia federal, a filha de
Magno Malta usou seu primeiro programa para pôr em destaque um problema real e
bem concreto no cotidiano do povo capixaba: o imbróglio dos últimos anos
relativo à concessão da BR-101 e os atrasos na duplicação dos trechos previstos
no contrato com a concessionária.
“Há mais de dez anos, o capixaba passa por aqui e paga pedágio.
O pedágio foi cobrado, o dinheiro entrou, mas a duplicação prometida ficou
muito pra trás. [...] A gente pagou. Mas cadê a duplicação? [...] Quero estar
lá no Senado para exigir que contratos sejam cumpridos e que seu dinheiro seja
respeitado.”
Isso na TV. No rádio, na hora do almoço, o programa de
Maguinha não foi enviado, logo não foi exibido. Evair, o outro candidato da chapa,
preencheu todo o tempo reservado para a coligação Republicanos/PL/Democrata,
liderada por Lorenzo Pazolini.
Na prática, foram exibidos dois programas de Evair no rádio.
Evair de Melo
(Republicanos)
O candidato do Republicanos apostou na estratégia de se
apresentar ao eleitorado, dando destaque para sua origem humilde, no campo, e
para sua conexão com a família (como filho, neto, marido e pai).
“Cresceu trabalhando na roça”, diz o locutor. “Depois de
muito esforço, vieram muitas conquistas, mas Evair sabe qual foi a maior delas:
a família”. “Aprendeu que a maior herança que o homem pode deixar não é o
dinheiro. É caráter, trabalho e educação”.
O deputado também é apresentado como homem honesto e
trabalhador: “Nome limpo, sabe trabalhar”, dizem o jingle e o slogan.
Na TV, ele seguiu a mesma linha, enfatizando as raízes
interioranas. “Eu venho de uma família muito simples, da roça”. “Antes de ir
para a escola, tinha que molhar a horta, cuidar dos animais e fazer a minha
parte. Foi assim que aprendi que nada vem sem esforço”. “A política não mudou o
meu jeito de ser”.
Ele chega a aparecer sentado à mesa com os dois filhos,
partilhando uma refeição.
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