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Eleições 2026

Casagrande defende fim de cargo vitalício para ministros do STF

Na convenção do PSB que lançou seu nome ao Senado, o ex-governador destacou as principais bandeiras que levantará

Publicado em 25 de Julho de 2026 às 16:13

Leticia Orlandi

Publicado em 

25 jul 2026 às 16:13
Casagrande na convenção do PSB
Casagrande discursa na convenção do PSB Leticia Orlandi

Após ser confirmado como candidato ao Senado Federal durante convenção do PSB em Vitória na manhã deste sábado, o ex-governador Renato Casagrande falou aos correligionários sobre suas principais bandeiras no Congresso Nacional, caso seja eleito no próximo dia 4 de outubro.


Casagrande destacou que uma das suas prioridades será a promoção de uma reforma no Poder Judiciário.


“É importante estabelecermos regras de funcionamento do Supremo Tribunal Federal [STF], do Superior Tribunal de Justiça [STJ]. Regras claras. É hora de a gente aprofundar um debate sobre reforma do Poder Judiciário”, disse, no discurso. 


Durante conversa com a imprensa após o evento, Casagrande detalhou sua proposta para reforma do Poder Judiciário. Ele defende, por exemplo, a implementação de um limite máximo de tempo para se exercer o cargo de ministro do STF. Aponta que um período de 10 anos seria o ideal para quem assume essa função.


A regra atual é a vitaliciedade. O ministro toma posse e pode ficar no cargo até completar a aposentadoria compulsória aos 75 anos.


Para Casagrande, é fundamental que o Senado volte a ser uma instituição capaz de estabilizar as relações entre os Poderes, recuperando o papel de fiel da balança que, em sua visão, foi enfraquecido recentemente. 


O ex-governador argumenta que estabelecer tempo fixo para a Suprema Corte pode conferir maior estabilidade e criar um vínculo mais sólido entre o Judiciário e a sociedade brasileira, especialmente considerando que as indicações para o cargo são de natureza política.


Além do tempo de exercício, o candidato propõe que a reforma aborde outras pautas sensíveis, como a definição de quais temas podem ser decididos de forma monocrática e quais devem obrigatoriamente ir ao plenário. E ainda regras claras de conduta para os ministros, incluindo o uso de aeronaves privadas, a cobrança por palestras e transparência e limites no funcionamento geral do STF e do STJ.


A convenção do PSB formou também chapa cheia para as candidaturas proporcionais, com 11 nomes para deputado federal e 31 nomes para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. No evento também foi formalizado o apoio à candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado.

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Outros focos no Senado

Ao oficializar a candidatura, Casagrande enfatizou que buscará em Brasília transpor o modelo de gestão adotado no Espírito Santo, priorizando o diálogo em vez do conflito. 


Ele afirmou que pretende focar "problemas reais" da população, como a duplicação de rodovias, os investimentos em ferrovias e a aplicação direta de recursos nos municípios, afastando-se de discussões puramente ideológicas, que, segundo ele, muitas vezes ignoram a vida prática das pessoas.


Outro ponto levantado é a busca por transparência total na utilização das emendas parlamentares, defendendo que o grande volume de recursos geridos pelo Congresso Nacional exige um controle rigoroso.


“Vamos lutar para que o Congresso Nacional tenha transparência na utilização de emendas parlamentares. O Congresso Nacional conquistou muitas vitórias e muito volume de recursos nos últimos anos. É importante que a gente tenha total transparência na utilização desse recurso”, afirmou.

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